Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Economia brasileira cresce 0,4% no 2º trimestre, mas não engata retomada

Resultado foi puxado pela alta da indústria; na comparação com o mesmo período do ano passado, PIB teve alta de 1%

Por Alessandra Kianek e Larissa Quintino
Atualizado em 29 ago 2019, 09h49 - Publicado em 29 ago 2019, 09h03

A economia brasileira apresentou alta de 0,4% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 29. O resultado reflete a fraca atividade econômica do país, que não conseguiu ensaiar uma retomada de fôlego após ter registrado retração de 0,1% nos primeiros três meses de 2019 – valor revisado pelo instituto, que havia divulgado anteriormente recuo de 0,2% para o período. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre totalizou 1,780 trilhão de reais. Nos primeiros seis meses do governo Bolsonaro, o PIB acumulado é de 0,7%.

Apesar de fraco, esse resultado do PIB afasta o risco de uma recessão técnica, termo usado por economistas quando há resultado negativo por dois trimestres seguidos. Na prática, a recessão técnica significaria um sinal de alerta de que algo não vai bem com a economia do país. Ainda, no entanto, não se trata de uma recessão de fato, quando é vista uma situação econômica mais deteriorada.

O resultado do 2º tri foi influenciado pela expansão das indústrias de transformação (2%) e construção (1,9%). Já as indústrias extrativas registraram recuo (-3,8%) no período. “Juntas, as indústrias de transformação e construção respondem por cerca de 70% do setor. Além disso, a indústria de transformação tem peso no segmento de bens de capital, que contribuem para os investimentos internos e externos”, explica a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio.

Continua após a publicidade

O setor de serviços teve avanço de 0,3%, com resultados positivos foram das atividades imobiliárias (0,7%), comércio (0,7%), informação e comunicação (0,5%) e outras atividades (0,4%). O setor agropecuário segurou um avanço maior da economia brasileira, com queda de -0,4% no período. 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia apresentou alta de 1%. O Produto Interno Bruto é o principal indicador para medir o crescimento da economia de um país. O índice soma todos os bens e serviços finais produzidos em um determinado período de tempo na moeda corrente do local. 

Continua após a publicidade

Com o resultado decepcionante do primeiro semestre, o desempenho dos últimos seis meses de 2019 passa a ser decisivo para o crescimento deste ano e, sobretudo, para 2020. Segundo o mais recente Boletim Focus, do Banco Central, economistas estimam que o PIB deva avançar apenas 0,8% neste ano – abaixo do crescimento dos últimos dois anos.

Há tempos a economia brasileira não apresenta um avanço significativo. Tanto em 2018 como em 2017, o PIB foi de 1,1%. Em 2016 e em 2015, a economia teve retração, de 3,3% e de 3,5%, respectivamente. Devido a sinais de desaceleração de indicadores econômicos desde o início deste ano, bancos e consultorias passaram a cortar sistematicamente as projeções de crescimento para este ano. 

Os cortes das projeções levam em conta, principalmente, a falta de articulação do governo para acelerar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional, além da dificuldade do Planalto em implementar medidas que possam estimular a atividade econômica. A aprovação de reformas, tanto da Previdência como tributária, adicionada a medidas de estímulos, poderiam trazer de volta a confiança de empresários e consumidores e, consequentemente, das decisões de investimentos.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.