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Durigan chama Milei de ‘palhaço’ e diz que Brasil está melhor que a Argentina

Ministro da Fazenda rebateu críticas do presidente argentino à política fiscal brasileira e descartou uma recessão em 2027

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jul 2026, 09h21 | Atualizado em 27 jul 2026, 09h35
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de “palhaço” nesta segunda-feira, 27, ao rebater críticas feitas pelo argentino à economia brasileira. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação lá é muito mais alta”, afirmou Durigan.

O ministro também citou o baixo nível de desemprego, a inflação, os resultados da balança comercial e a produção agrícola do Brasil. “Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse, que vai ter problema”, declarou.

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Milei esteve em São Paulo no fim de semana para participar da convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Durante o evento, o argentino criticou a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o Brasil caminha para uma crise da dívida pública.

“Hoje o Brasil caminha para uma crise de dívida derivada do fato de que Lula não fez o ajuste fiscal que a situação exigia e agora está piorando para ter chances de vencer”, disse Milei. “O esbanjamento, cedo ou tarde, se paga. Esperemos que pague aquele que o causou, perdendo nas urnas em outubro.”

O presidente argentino também chamou Lula de “presidiário” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como “lixo careca”. A declaração contra Moraes ocorreu depois que o magistrado negou um pedido para que Milei visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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As falas provocaram reação do governo brasileiro. O Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para manifestar repúdio às declarações. As relações entre Lula e Milei são marcadas por divergências políticas e econômicas desde a posse do argentino, em dezembro de 2023.

Durigan descarta recessão

Durante a entrevista, Durigan reconheceu que os juros elevados devem reduzir o ritmo da atividade econômica brasileira, mas afastou a possibilidade de uma recessão em 2027.

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“Nossa projeção é de 2% [de alta do PIB em 2027], mas tem gente falando em 1%. Não é recessão. Taxa de juros alta tem esse papel, desaquecer a economia. A economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero”, afirmou.

O ministro disse que o nível dos juros afeta famílias, empresas e produtores rurais, além de elevar o custo do governo para refinanciar a dívida pública.

“Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros altos afetam todo mundo, agricultores, famílias e empresas. Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, e isso me incomoda muito”, declarou.

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