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Dono do Grupo Caoa faz oferta pelo banco BVA

Empresário pediu desconto de 65% no montante de 1,3 bilhão de reais que o FGC aportou na instituição financeira que está sob intervenção do BC desde outubro

Por Da Redação - 1 mar 2013, 15h40

O proprietário do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, voltou à carga para tentar comprar o banco BVA, sob intervenção do Banco Central (BC) desde 19 de outubro. O empresário fez na quinta-feira uma proposta ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para adquirir o banco com um desconto de 65% sobre 1,3 bilhão de reais que o FGC aportou na instituição financeira. Ainda não é possível afirmar que o banco se livrou da liquidação pelo BC, mas a probabilidade de salvamento aumentou.

Andrade negociou por alguns meses com o FGC, mas as partes não chegaram a um acordo. No dia 7 de fevereiro, as conversas foram encerradas. De lá para cá, o empresário procurou cerca de uma centena dos maiores credores do BVA com uma proposta de desconto de 65% dos valores que cada um detinha no banco antes da intervenção. Há também a opção de ele pagar 50% do crédito, mas em um prazo mais longo, de até cinco anos.

Nem todos aceitaram a proposta até o momento, e essa é uma das condições que precisam ser cumpridas para evitar a liquidação. A outra é a aprovação pelo BC. O famoso empresário do ramo automotivo era um dos maiores credores individuais do BVA, com 500 milhões de reais depositados em dinheiro e 100 milhões de reais em participação acionária. O maior credor é o próprio FGC.

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Mais um capítulo da novela do BVA

No dia 18 de fevereiro, o interventor do BC, Eduardo Bianchini, encaminhou para Brasília um relatório em que descreveu as condições do BVA. Junto com esse trabalho, foi enviado também um levantamento elaborado pela empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers, que apontou um passivo a descoberto de pouco mais de 1,5 bilhão de reais na instituição. Essa auditoria foi contratada pelo FGC para que os números do BVA pudessem ser apresentados a eventuais interessados em comprar o banco.

Algumas instituições pediram para ver os números, mas, desde o início, pessoas que acompanham de perto o processo acreditavam que apenas Andrade teria real interesse. Por duas razões: evitaria a perda dos 600 milhões de reais e compraria um banco para poder financiar diretamente as vendas de suas empresas na área automotiva.

(com Estadão Conteúdo)

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