Clique e assine a partir de 9,90/mês

Dona da Schin é acusada de assédio moral contra vendedores

Se for condenada, a empresa terá que pagar multa de 700 mil reais, que será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)

Por Jéssica Otoboni - 5 ago 2013, 18h26

A Brasil Kirin, que detém a marca Schin, foi acusada de cometer crime de assédio moral contra seus funcionários. A decisão ainda está em trâmite na 4ª Vara do Trabalho de Guarulhos e deverá sair na próxima quarta-feira, segundo o Tribunal Regional do Trabalho de Guarulhos. A empresa pode ser condenada a pagar multa de até 700 000 reais, valor que será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Segundo investigações do Ministério Público do Trabalho, os gerentes de vendas da empresa tinham uma postura abusiva ao lidar com vendedores. O comportamento dos gerentes em relação ao cumprimento das metas também é citado pelo MPT como inadequado. O tratamento abusivo foi identificado em reuniões e conversas entre gerentes e vendedores. “Ameaças de mudanças de região também eram usadas para tentar elevar o índice de vendas”, afirma o Ministério.

No caso de condenação, a Brasil Kirin poderá entrar com recurso. Procurada, a empresa afirmou que não comentará o caso antes de o Tribunal emitir a decisão.

Leia também:

Sky é condenada por não deixar funcionário ir ao banheiro

Tribunal italiano condena presidente da Pirelli por espionagem

Dolce & Gabbana fecha lojas em protesto contra prefeitura de Milão

Continua após a publicidade
Publicidade