Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Dólar sobe pelo 2º dia com ajuste a medidas do governo

Dólar fechou em alta de 0,64%, cotado a 1,569 real, em reação à apreciação da moeda no exterior e a mais um dia de ajustes às novas regras para derivativos

Por Da Redação 28 jul 2011, 17h14

A volatilidade do dólar no mercado interbancário de câmbio diminuiu nesta quinta-feira, mas a moeda foi negociada em alta em relação ao real durante todo o dia, sustentada sobretudo pela valorização ante o euro e por ajustes adicionais de posições às novas medidas do governo que focaram os derivativos cambiais e empréstimos externos. O dólar comercial fechou em alta de 0,64%, cotado a 1,569 real, após oscilar da mínima de 1,562 real (+0,19%) à máxima de 1,57 real (+0,71%). Trata-se do segundo dia consecutivo de apreciação, haja vista que a divisa já havia subido 1,77% nesta quinta-feira, para 1,563 real. No mês, a moeda acumula alta de 0,51%, enquanto, no ano, mostra queda de 5,71%. O euro comercial subiu 0,27% para 2,245 real.

Apesar da cautela dos investidores antes da votação de um projeto sobre a elevação do limite de endividamento dos Estados Unidos nesta quinta-feira no Congresso e do risco de rebaixamento dos ratings do país, as notícias negativas sobre a Europa foram preponderantes e induziram a continuidade da venda de euro. Aqui, a subida da moeda norte-americana ao patamar de 1,57 real, no começo do dia, atraiu exportadores para a venda, garantindo um fluxo cambial que contribuiu para a desaceleração da alta. Houve, uma vez mais, fluxo financeiro de instituições que precisam se enquadrar às novas exigências do governo, afirmou o gerente da mesa de derivativos de uma corretora.

Pela manhã, um esclarecimento do Ministério da Fazenda sobre a forma de recolhimento de IOF sobre as operações de derivativos atingidas pela nova medida mexeu pontualmente com o preço do dólar, que desceu à mínima no mercado futuro e desacelerou a alta no mercado à vista. Como logo perceberam que o recolhimento diário do IOF nos derivativos deve começar a ser feito a partir de 5 de outubro, mas a apuração deve ser retroativa a esta quarta-feira, os agentes financeiros retomaram compras, dando suporte ao dólar.

O governo definiu em 27 de julho uma alíquota de 1% de IOF sobre aquisição, venda ou vencimento de derivativos cambiais que resultem no aumento da exposição líquida vendida – isto é, operações que apostam na queda do dólar – das instituições financeiras em relação ao dia anterior superior a 10 milhões de dólares. O governo também autorizou o Conselho Monetário Nacional (CMN) para definir regras específicas para negociações no mercado de derivativos e para tributar as operações com IOF de até 25%. A expectativa é de que isso deve diminuir o espaço para especulação.

O Banco Central não entrou nesta quinta-feira com leilão a termo nem com oferta de swap cambial reverso, mas manteve dois leilões de compra de moeda no mercado à vista. As taxas de corte foram de 1,566 real na primeira operação e de 1,567 real por dólar à tarde.

Câmbio turismo – Nas operações de câmbio turismo, o dólar registrou alta de 0,18% hoje, cotado a R$ 1,66 na venda e R$ 1,563 na compra. O euro turismo subiu 0,55%, a R$ 2,373 na venda e R$ 2,253 na compra.

(com Agência Estado)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês