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Dólar sobe para R$ 4,13 em meio a dúvidas sobre relação entre EUA e China

Moeda americana tem alta de 0,8%, em dia com poucos negócios devido a feriado nos Estados Unidos; Ibovespa tem valorização de 0,45%

Por da Redação - 14 Oct 2019, 19h18

O dólar encerrou em alta nesta segunda-feira, 14, em dia marcado por poucos negócios devido ao feriado nos Estados Unidos e em meio a um cenário menos otimista em relação às negociações comerciais entre EUA e China. O dólar comercial à vista subiu 0,81%, sendo negociado, em média, a 4,13 reais, maior nível de fechamento desde 2 de outubro.

Os mercados financeiros dos EUA permaneceram parcialmente fechados nesta segunda, devido ao feriado do dia de Colombo, em comemoração ao descobrimento da América. Segundo operadores, o fato ajudou a manter a liquidez mais estreita no dia, impulsionando o dólar. Paralelamente, o ceticismo em relação às verdadeiras conquistas das negociações comerciais também ajudava a elevar a pressão sobre a moeda brasileira. “A cautela voltou aos mercados quando os operadores perceberam que nada mudou significativamente em relação à situação da disputa. As elevações de tarifas foram adiadas, mas ainda há muito a discutir”, afirmou Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais.

O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse que uma rodada adicional de tarifas sobre importações chinesas provavelmente será imposta se um acordo comercial não for alcançado até o momento de seu início, mas acrescentou que espera que o acordo seja concluído. No exterior, as moedas emergentes pares do real, como lira turca e o rand sul-africano, se desvalorizavam em relação ao dólar, enquanto o iene recuava contra a moeda norte-americana, em dia de maior procura por ativos de segurança.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,45% nesta segunda, para 104.301,58 pontos, em dia de volume mais fraco, uma vez que o feriado nos Estados Unidos desidratou os negócios em Wall Street e no mundo. Após Washington e Pequim indicarem um acordo parcial na sexta-feira, notícias e declarações de autoridades de ambos os lados trouxeram dúvidas sobre o que realmente foi obtido. Rodrigo Donato, assessor-sênior da Acqua Investimentos, destacou que o mercado doméstico segue sensível à disputa comercial EUA-China, mas que “o cenário de médio e longo prazos ainda é positivo”.

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(Com Reuters)

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