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Dólar sobe para R$ 3,92 após Fed sinalizar alta de juros

Banco central americano manteve taxa básica próxima de zero nesta quarta, mas deu mostras de que elevação pode ocorrer em dezembro

Por Da Redação 28 out 2015, 17h00

O dólar subiu 0,60% e fechou negociado por 3,92 reais nesta quarta-feira depois de o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, deixar a porta aberta para elevar a taxa básica de juros americana em dezembro. Se a elevação de fato ocorrer, Brasil e outras economias emergentes podem perder investimentos, que migrariam para títulos públicos americanos, mais seguros – ainda que menos rentáveis.

Na reunião desta quarta-feira, o Fed manteve a taxa de juros na faixa entre 0% e 0,25%. Antes do anúuncio da decisão, o dólar chegou a cair mais de 1% e desceu, na mínima do dia, a 3,85 reais. Na máxima, a cotação chegou a 3,93 reais.

Nesta tarde, o Fed informou que ainda está monitorando a evolução da economia e e das finanças no exterior, mas não repetiu que os riscos globais terão impacto provável na economia dos EUA, como havia advertido na reunião anterior, em setembro. A omissão desse item foi encarada por investidores uma suavização de tom quando se comparada ao comunicado do mês passado.

Operadores afirmaram que o mercado de câmbio continuava mostrando poucos negócios, afetados pelo quadro local incerto. Nesta terça-feira, o governo brasileiro previu que o setor público consolidado fechará o ano com déficit primário de 51,8 bilhões de reais, mas esse número pode piorar ainda mais se houver frustração de receitas e contabilizar o pagamento das chamadas “pedaladas fiscais”.

A deterioração das contas públicas do país tem alimentado preocupações com a possível perda do selo de bom pagador do país com outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor’s. “Com o giro fraco de negócios, qualquer operação maior pode intensificar a volatilidade”, escreveu em nota a clientes, mais cedo, o operador da corretora Correparti Guilherme Esquelbek.

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(Com Reuters)

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