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Dólar sobe depois de absorver resultados da cúpula

Por Cristina Canas

São Paulo – Entra semana, sai semana e os mercados continuam com as atenções mergulhadas na Europa. Esta manhã, a Itália fez um leilão de títulos de 7 bilhões de euros, a um custo menor do que aqueles registrados nas últimas operações e isso melhorou um pouco o ânimo dos investidores. Mas só um pouco. Por enquanto, nem isso, nem o pacto fiscal e o aporte de 200 bilhões de euros para FMI acertados na reunião de cúpula do final da semana passada conseguiram evitar que os ativos de risco operem no negativo nesta segunda-feira. Às 10h08, a reboque do exterior, o dólar comercial mostrava valorização de 0,78%, a R$ 1,820.

O fato é que os líderes europeus ainda devem um plano para garantir crescimento econômico para a Europa e isso volta à tona logo depois que qualquer medida positiva é adota e absorvida. Também pesa hoje nos mercados a resistência do Banco Central Europeu em usar sua artilharia para socorrer os países em dificuldade. A verdade é que os players sonham com a criação de um bônus europeu que substitua os títulos dos diversos países e isso continua fora de cogitação pelas lideranças.

O pregão desta segunda-feira deve ser marcado, também, pelas expectativas em torno da reunião de política monetária nos EUA. Amanhã, o Federal Reserve deve anunciar o resultado, a partir das 17h15 (de Brasília). Além de esperar a manutenção das taxas de juros baixas, por enquanto não há outras expectativas de consenso para o encontro.

Internamente foi divulgada a pesquisa Focus, com revisões para baixo na estimativa para o IPCA de dezembro, que está em 0,50%. A taxa de 2012 também foi ajustada para baixo, de 5,49% para 5,42%.