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Dólar sobe com exterior e fluxo negativo

Por Silvana Rocha

São Paulo – São Paulo, 19 – O dólar no mercado doméstico começou a semana em alta, pressionado desde cedo pelas preocupações com o cenário internacional e o fluxo cambial negativo.

A morte do líder norte-coreano Kim Jong-il no fim de semana adicionou incertezas geopolíticas aos negócios em meio a expectativas sobre o processo de transição de governo. Além disso, a Europa segue no radar. A cautela foi redobrada após comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que o panorama econômico na Europa está sujeito a “grande incerteza” e que se mantém um risco substancial de baixa. Também há expectativas sobre o desfecho da teleconferência entre os 27 ministros de Finanças da União Europeia. Neste evento, os ministros debatem sobre o empréstimo de 200 bilhões de euros ao FMI para financiar países europeus em dificuldade e a implementação da consolidação fiscal na zona do euro.

O dólar à vista fechou com alta de 0,65%, a R$ 1,8680 no balcão. O ganho intraday elevou a valorização registrada no mês para 3,26% e, no ano, para 12,26%. Na BM&F, o dólar à vista encerrou com valorização de 0,34%, a R$ 1,8669. Até 16h29, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,560 bilhão, dos quais US$ 1,333 bilhão em D+2.

No mercado futuro, às 16h30, o dólar janeiro de 2012 subia 0,75%, a R$ 1,8720, com giro financeiro de US$ 10,498 bilhões.

As cotações à vista também ganharam impulso de saídas de recursos do mercado, que pressionaram o cupom cambial. A taxa do cupom para janeiro de 2012 estava em +2,30% às 16h30, ante +1,50% no fechamento na sexta-feira.