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Dólar sobe 1% e fecha a R$ 4,18, no maior valor em quase um ano

Moeda americana se aproxima da maior cotação desde o início do Plano Real, quando atingiu R$ 4,1957; bolsa tem desvalorização de 0,5%

Por Lucas Cunha - 2 set 2019, 18h07

O dólar comercial subiu 1% nesta segunda-feira, 2, negociado em média a 4,18 reais para a venda. O valor superou o patamar atingido na última quinta-feira, 29, quando a moeda foi vendida a 4,17 reais – até então, o maior valor de fechamento desde o dia 13 de setembro de 2018, momento em que o dólar alcançou 4,1957 reais, nível mais alto registrado desde o Plano Real.

Internamente, o salto no dólar foi influenciado pela piora na avaliação do governo Bolsonaro, cuja reprovação ao Presidente da República subiu para 38% em agosto, ante 33% em julho, enquanto a aprovação caiu de 33% para 29%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. “O investidor olha para o Brasil e não tem o que comemorar. A percepção de que o governo está quebrado acentua cada vez mais e pode ameaçar negativamente a Reforma da Previdência, caso as quantias liberadas paras as medidas parlamentares não sejam honradas”, afirma Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital.

No cenário externo, o embate tarifário entre a China e os Estados Unidos também teve influência na cotação da moeda. O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que entrará com um processo no mecanismo de resolução de disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o primeiro lote de tarifas dos Estados Unidos sobre 300 bilhões de dólares em importações do país asiático, que entrou em vigor neste domingo 1º de setembro. 

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou o pregão desta segunda-feira com queda de 0,5%, encerrando aos 100.625 pontos. O recuo foi impulsionado pelo feriado nacional nos Estados Unidos dedicado aos trabalhadores, o Labor Day. “A ausência dos americanos no ambiente de negócios faz com que os mercados ao redor do mundo percam liquidez”, afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

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