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Dólar segue em baixa, mas giro cresce antes de feriado

Por Silvana Rocha

São Paulo – Nesta véspera de folga prolongada de carnaval no Brasil e de feriado pelo Dia do Presidente nos Estados Unidos na segunda-feira, o dólar no mercado local apresentou fraca volatilidade, mas com aumento de negócios à vista. Diante da melhora externa, a moeda norte-americana oscilou entre margens estreitas e em baixa o tempo todo ante o real, refletindo o fluxo cambial positivo. De outro lado, o espaço de queda foi limitado pela demanda de importadores e a postura cautelosa dos agentes financeiro sobre uma nova possível intervenção do Banco Central.

Hoje, ao mesmo tempo em que negou a possibilidade de taxar a chegada de investimentos estrangeiros diretos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou que “o governo está permanentemente monitorando o mercado e, se for necessário, tomará medidas para garantir a competitividade da taxa de câmbio”. Desse modo, o espaço de ação dos agentes financeiros fica restrito. “Isso explica em parte o fato de o dólar ter ficado praticamente estacionado nesta sexta-feira”, disse o operador José Roberto Carreira, da Fair Corretora.

No fechamento, o dólar à vista recuou 0,46%, a R$ 1,7130 no balcão, depois de oscilar 0,29% entre a mínima de R$ 1,7120 (-0,52%) e a máxima de R$ 1,7170 (-0,23%). Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,70% ante o real, ampliando a perda em fevereiro para 1,83% e, no ano, para 8,35%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com queda de 0,51%, a R$ 1,7136.

O volume de negócios à vista aumentou substancialmente hoje, e foi assegurado em parte por compras de importadores, que têm compromissos vencendo no começo da próxima semana, disse o operador João Medeiros, diretor da Pionner Corretora. Ainda assim, o fluxo cambial foi positivo, o que se refletiu no recuo das cotações e em nova queda do cupom cambial. Segundo a CM Capital Markets, a taxa do cupom cambial para março de 2012 estava negativa em 1,28%, ante -1,07% no encerramento ontem.