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Dólar se mantém na casa dos R$ 6 em semana de Copom e incertezas fiscais

Ibovespa encerrou em queda de 1,13% no dia e recuo de 1,06% na semana

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 dez 2024, 18h58 | Atualizado em 13 dez 2024, 19h00
Dólar se mantém na casa dos R$ 6 em semana de Copom e incertezas fiscais Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira, 13, com queda de 1,13%, aos 124.612 pontos. Na semana, o principal índice da B3 acumulou recuo de 1,06%, reflexo da decisão do Copom de elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 12,25%. O movimento acompanha a dinâmica usual do mercado: juros mais altos reduzem a atratividade das ações ao favorecer investimentos em renda fixa.

Já o dólar encerrou o dia em alta de 0,40%, cotado a R$ 6,03, após uma sessão marcada por forte volatilidade, influenciada por fatores internos e externos. No cenário doméstico, a incerteza sobre a política fiscal pesou, enquanto no exterior a moeda americana ganhava força. Além disso, fatores técnicos contribuíram para o movimento de alta, como a demanda atípica de empresas por remessas de fim de ano, em um dia com baixa liquidez.

Para ajudar a controlar a alta do dólar, o Banco Central realizou um leilão nesta tarde, oferecendo US$ 845 milhões a uma taxa de R$ 6,020. Foi a primeira intervenção desse tipo desde agosto, refletindo esforços para estabilizar o mercado em um período de maior demanda por dólar. Na semana, a moeda americana recuou 0,65%.

Entre os destaques do dia, o relatório Prisma Fiscal, divulgado pelo Ministério da Fazenda, mostrou uma melhora nas projeções dos economistas para o resultado primário do governo em 2024 e 2025. No entanto, a estimativa para a proporção da dívida pública em relação ao PIB foi revista para cima no próximo ano, passando de 78,4% para 82%.

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Mais cedo, o IBC-Br, considerado a prévia do PIB, surpreendeu ao registrar alta acima das expectativas do mercado, reforçando a projeção de crescimento econômico para 2024, que deve ficar em torno de 3,5%.

 

 

 

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