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Dólar registra maior salto diário em dois meses e alcança R$ 4,09

Mesmo com o alívio das tensões no Oriente Médio e com otimismo sobre o acordo comercial entre EUA e China, a moeda americana teve alta de 0,9%

Por da Redação - 9 jan 2020, 18h55

O dólar fechou esta quinta-feira, 9, com alta de 0,9% frente ao real — a maior desde 8 de novembro. De quebra, alcançou o maior valor em real das últimas três semanas. Mesmo com o maior apetite por risco no exterior devido ao alívio das tensões no Oriente Médio e ao otimismo sobre um acordo comercial entre Estados Unidos e China, a moeda americana foi negociada a 4,086 reais para venda.

Após tensões que deixaram os investidores em alerta ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu a um ataque iraniano contra forças norte-americanas com sanções, não violência. Além disso, o Irã não deu nenhum sinal imediato de que vai retaliar ainda mais um ataque norte-americano que matou um de seus comandantes militares mais importantes.

Em outro desdobramento que estava no foco dos mercados, o vice-premiê chinês Liu He, assinará a fase 1 de um acordo comercial com Washington na próxima semana, disse o Ministério do Comércio da China nesta quinta-feira.

De acordo com Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, apesar do alívio que essas manchetes trazem aos investidores, “até que esses eventos sejam formalmente anunciados e assinados, o mercado vai ficar mais ou menos nesse nível atual”.

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No cenário doméstico, estava no radar dos investidores o resultado pior do que o esperado para a produção industrial no Brasil em novembro, que registrou a leitura mais fraca para o período em quatro anos, com perdas nas quatro grandes categorias econômicas. Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em relação a outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Com Reuters)

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