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Dólar recua e fecha a R$ 2,39 após BC injetar US$ 6 bi

Autoridade monetária atuou nos mercados à vista e futuro para tentar conter a disparada da moeda; como resultado, o dólar recuou 0,9%

Por Da Redação 20 ago 2013, 17h26

O dólar interrompeu série de seis altas e fechou em queda ante o real nesta terça-feira, após o Banco Central atuar três vezes no mercado e anunciar mais um leilão de contratos de swap cambial para a próxima sessão, endurecendo sua postura.

A moeda norte-americana perdeu 0,9% de seu valor, caindo para 2,3941 reais na venda, após tocar, na mínima do dia, a cotação de 2,3846 reais. O giro financeiro ficou em torno de 1,86 bilhão de dólares. “O BC botou o mercado para baixo. Fez leilão e deu liquidez. Acredito que o mercado agora vai ficar mais calmo”, afirmou o operador de câmbio da B&T Corretora, Marcos Trabbold. A moeda vinha numa escalada que a fez romper o patamar 2,42 reais na segunda-feira.

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Para derrubar a cotação da moeda norte-americana, a autoridade monetária realizou dois leilões de contratos de swap cambial tradicional e um leilão de venda de dólares com compromisso de compra. No total, foram injetados cerca de 6 bilhões de dólares nos mercados à vista e futuro.

Nas duas ofertas de swap, o BC vendeu todos os 20 mil contratos. No primeiro leilão, foram oferecidos novos papéis com vencimento em 2 de janeiro do ano que vem, com volume financeiro de 993,4 milhões de dólares. No segundo, de rolagem e prazo para 1º de abril de 2014, o volume financeiro foi de 986,3 milhões de dólares.

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Depois, o BC realizou leilão de linha, no qual foram ofertados 4 bilhões de dólares com compromisso de recompra. Logo após os horários finais das ofertas, a divisa manteve o ritmo de queda.

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Novo leilão – Para reforçar a atuação, o BC anunciou durante a tarde que fará mais um leilão de swap cambial tradicional na quarta-feira, com a finalidade de rolar contratos que venceriam no início de setembro. Serão ofertados 20 mil contratos com vencimento em 1º de abril de 2014.

Autonomia do BC – O economista do Deutsche Bank Securities José Carlos Faria, em relatório, reforçou que a intervenção do Banco Central tem como objetivo suavizar a valorização, e não interrompê-la. Ele ainda lançou dúvidas sobre a autonomia do BC para conduzir a política monetária. “O Banco Central aparentemente teme os efeitos potenciais do câmbio na inflação. Uma das principais questões é saber se as autoridades do BC terão autonomia para apertar a política monetária para controlar a inflação caso a depreciação do real persista”, informou o banco em nota.

Para o banco japonês Nomura, as atuações do BC levam a crer que o ponto de equilíbrio da moeda está ao redor de 2,30 reais, conforme afirmou o próprio ministro Guido Mantega, em entrevista à imprensa. Segundo Mantega, a cotação a 2,30 reais é “confortável” para alguns setores da indústria.

(Com Reuters)

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