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Dólar recua 1,41% e fica abaixo de R$ 2 pela primeira vez em duas semanas

Fraco desempenho da criação de empregos nos EUA e expectativa com novos estímulos à economia europeia influenciaram na valorização do real

Por Da Redação - 5 abr 2013, 19h04

O dólar fechou em queda de 1,41% nesta sexta-feira e voltou a ser cotado abaixo de 2 reais pela primeira vez em mais de duas semanas – a 1,9880 real. A queda foi a maior baixa percentual diária desde 28 de janeiro, quando a moeda caiu 1,51%.

A cotação da moeda foi influenciada pela expectativa de que contínuos estímulos monetários por parte dos principais bancos centrais do mundo impulsionem fluxos de capitais para economias emergentes, como a brasileira.

As contínuas injeções de liquidez do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevaram as expectativas de fluxos cambiais para o Brasil, onde a taxa de juros é mais alta do que a de países desenvolvidos – com a maior entrada de dólares no Brasil, menor é a oferta pela moeda, o que diminui a cotação.

Outro fator que motivou a desvalorização do dólar foi o fraco desempenho da economia norte-americana na criação de empregos. Em março, os empregadores norte-americanos criaram apenas 88 mil postos de trabalho, muito abaixo das expectativas de que 200 mil vagas seriam abertas. O resultado enfraqueceu o dólar em relação à maior parte das moedas do mundo e fez com que as principais bolsas da Europa fechassem em baixa.

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Também contribuíram para a queda do dólar no mercado brasileiro rumores de que o governo poderia aliviar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que incide sobre os investimentos estrangeiros em renda fixa. Tal medida poderia intensificar ainda mais o fluxo de divisas para o país. No entanto, o Ministério da Fazenda não comentou o assunto.

Recentes atuações do Banco Central do Brasil nos mercados de câmbio levaram analistas a acreditar que a autoridade monetária teria imposto uma banda cambial informal, que flutuaria de 1,95 real a 2 reais, com o objetivo de conter pressões inflacionárias sem prejudicar a atividade industrial.

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(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

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