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Dólar futuro abre alinhado à alta externa; euro preocupa

Por Da Redação 5 jun 2012, 09h41

Por Silvana Rocha

São Paulo – O dólar no mercado doméstico volta a ganhar impulso do exterior nesta terça-feira, após acumular valorização de 3,48% no balcão nas cinco sessões anteriores. Os dados fracos sobre a atividade e o consumo na zona do euro e a queda das encomendas à indústria na Alemanha penalizam a moeda única europeia, em detrimento do avanço do dólar. A queda do real hoje também acompanha a desvalorização de algumas moedas de países exportadores de commodities diante da divisa norte-americana.

O mercado futuro de câmbio abriu nesta manhã com o dólar para julho de 2012 em alta, de 0,27%, a R$ 2,0730 – máxima até o momento. A mínima desse vencimento até 9h24 era de R$ 2,060 (-0,36%).

Em Nova York, às 9h26, o euro estava em US$ 1,2431, ante US$ 1,2502 no fim da tarde de ontem. O dólar recuava para 78,25 ienes, de 78,35 ienes, e a libra operava a US$ 1,5358, de US$ 1,5380 ontem. Em relação a moedas ligadas a commodities, o dólar norte-americano caía 0,12% diante do dólar australiano; avançava 0,12% em relação ao dólar canadense; e ganhava 0,56% ante o dólar neozelandês.

A esperança dos agentes financeiros é de que a teleconferência dos representantes dos principais países desenvolvidos, o G-7, que está em andamento segundo fontes, produza medidas para encaminhar uma solução para a crise na região. Espanha e Grécia seriam os focos para um eventual socorro de curto prazo. Em razão do feriado em Londres para comemoração dos 60 anos de reinado de Elizabeth II, o segmento de moedas registra volume de negócios reduzido.

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No Brasil, a eventual continuidade das saídas de recursos do País pode adicionar pressão sobre o câmbio. A demanda pela moeda norte-americana, tanto por parte de importadores como por investidores estrangeiros que estão saindo da Bovespa e do mercado secundário de juros, vem sendo amparada pelas perspectivas de baixo crescimento interno da economia, que tende a desestimular investimentos e os resultados das empresas, e também de continuidade do ciclo de queda dos juros, que estreita o diferencial de juros interno e externo e desestimula as arbitragens nos segmentos de câmbio e de renda fixa. Ontem, o dólar à vista terminou em alta e descolado da queda da moeda norte-americana no exterior, em razão da ampliação desse movimento de saída de recursos do mercado brasileiro.

Na tentativa de acelerar a estagnada economia local, a presidente Dilma Rousseff prometeu ontem nova rodada de medidas a fim de estimular o crescimento. Ao receber o rei da Espanha, Juan Carlos I, Dilma afirmou que “o Brasil também está se preparando para ter, diante do acirramento da crise e dos processos recessivos na economia internacional, uma política pró-cíclica de investimento”. Há duas semanas, o governo lançou um pacote de medidas, centrado no aumento do consumo. Agora, a presidente discutiu com vários ministros em duas reuniões ontem sobre o que pode ser feito para aumentar os investimentos e garantir, ao menos, uma expansão maior do que a verificada no ano passado, quando a economia cresceu 2,73%. Dilma quer ver resultados já no início do terceiro trimestre.

No mercado internacional, o euro opera em baixa nesta terça-feira, pressionado pela queda do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, para 46,0 em maio, de 46,7 em abril, segundo a provedora de dados Markit. O número composto foi resultado do indicador do setor de manufatura divulgado na sexta-feira e do indicador do setor de serviços divulgado hoje – ambos também recuaram.

O PMI de serviços mostrou que a atividade do setor diminuiu em oito dos últimos nove meses e foi o mais fraco em sete meses. Na sexta-feira o PMI de manufatura havia apontado o décimo mês seguido de queda.

Também a Alemanha sofre os impactos negativos da crise no bloco econômico. As encomendas à indústria da Alemanha caíram mais do que o esperado em abril, pressionadas especialmente pela demanda de fora da zona do euro, segundo dados do Ministério da Economia. O recuo foi de 1,9% em comparação com março, maior do que a queda de 1,0% prevista pelos economistas consultados pela Dow Jones. As encomendas do exterior despencaram 3,6% no mês em abril, em termos ajustados. Dentro da zona do euro, as encomendas caíram 1,8%, enquanto a demanda de fora do bloco diminuiu 4,7%. Por outro lado, as encomendas domésticas subiram 0,4%. Na categoria bens de capital a queda mensal foi de 3,3% e entre os bens de consumo houve declínio de 5,0%. De outro lado, o ministério revisou para cima os cálculos de março para mostrar aumento de 3,2% em relação a fevereiro, em vez de +2,2%, e disse que a média ajustada para os dois meses é de alta de 2,6%.

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