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Dólar fecha em seu menor valor em quase um ano

Investidores ficaram mais confiantes com a possibilidade de os britânicos rejeitarem a saída do Reino Unido da União Europeia, o que animou os mercados no Brasil e no exterior

Por Da Redação 23 jun 2016, 18h49

Num dia marcado por bons resultados no mercado financeiro, o dólar caiu voltou a cair e fechou em seu menor valor em quase um ano. A moeda americana encerrou esta quinta-feira vendida por 3,34 reais após recuar 0,98%. A cotação é a mais baixa desde 29 de julho de 2015, quando fechou a 3,32 reais.

O dólar permaneceu em baixa durante toda a sessão. A divisa acumula queda de 7,4% apenas em junho e de 15,3% em 2016.

Os investidores ficaram mais confiantes com a possibilidade de os britânicos rejeitarem a saída do Reino Unido da União Europeia no referendo realizado nesta quinta, o que animou os mercados de câmbio e as bolsas no Brasil e no exterior. As moedas dos principais países emergentes se valorizaram à espera do resultado do referendo.

A permanência do país no bloco econômico reduz as chances de fuga de capitais de economias emergentes, como o Brasil. Isso pressionou para baixo a cotação do dólar nesses países.

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No mercado de ações, o dia foi de alta expressiva. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 2,8%, para 51.560 pontos. O indicador teve sua maior alta diária desde 10 de maio, quando tinha se valorizado 4,08%.

As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) da Petrobras subiram 3,43%, para 12,05 reais. Os papéis preferenciais da companhia, com preferência na distribuição de dividendos, subiram 3,53%, para 9,67 reais. As ações da petroleira são as mais negociadas na bolsa.

Nesta quinta, o Banco Central rolou (renovou) 4,4 bilhões de dólares das reservas internacionais vendidos anteriormente com compromisso de recompra, quando a autoridade monetária se compromete a adquirir o dinheiro de volta semanas depois da operação. Caso o BC não rolasse a venda compromissada, a oferta de dólares no mercado diminuiria, o que poderia puxar para cima a cotação.

(Com Agência Brasil)

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