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Dólar fecha em alta de 1,12%, a 5,66 reais, com risco fiscal no radar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou aos bancos que o aumento do imposto será apenas até dezembro, o que ajudou a impulsionar o Ibovespa

Por Luisa Purchio Atualizado em 2 mar 2021, 20h15 - Publicado em 2 mar 2021, 20h11

O temor sobre o aumento do risco fiscal do país fez o dólar disparar em relação ao real nesta terça-feira, 2. A moeda americana fechou em alta de 1,12%, a 5,6633 reais. Já a bolsa brasileira subiu 1,09%,  para 111.539,80 pontos, em relação ao fechamento anterior. A direção era de queda das bolsas, porém durante a tarde o Ibovespa subiu impulsionado por Vale, B3 e pelos papeis dos grandes bancos.

O Banco Central chegou a vender 2 bilhões de dólares em leilões de swap, caso contrário o derretimento do real teria sido ainda maior. A desvalorização da moeda brasileira é fruto de uma saída dos investidores estrangeiros do país. O que mais afugenta o capital internacional são as interferências do presidente Jair Bolsonaro na economia e os sinais de abandono de uma postura liberal.

“Os investidores pedem um prêmio de risco maior para investir no Brasil. Como estamos com a taxa Selic muito baixa, de 2% ao ano, o investidor estrangeiro não tem tolerância para continuar investindo aqui”, diz Paloma Brum, analista da Toro Investimentos. As varejistas também caíram nesta terça-feira com a lenta velocidade de recuperação da pandemia da Covid-19 no país e a diminuição de renda da população.

A taxa para investir no Tesouro Direto pré-fixado com vencimento em 2024 fechou em 7,62% nesta terça-feira, 2, um dos maiores patamares desde o pico da crise nos mercados causada pelo início da pandemia do novo coronavirus, em março de 2020. Estes juros são definidos pelo mercado e significam que ele está cobrando um retorno alto para investir no país.

Ainda assim, o Ibovespa ganhou fôlego ao longo do dia com o relatório da PEC Emergencial. Ainda que a proposta esteja em discussão, a notícia de hoje de seu avanço diminuiu os temores sobre os gastos públicos aumentarem sem contrapartidas fiscais, o que impactaria no risco do país. Já as ações dos bancos subiram após o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarar à Febraban que o aumento do imposto ao setor para compensar a diminuição dos tributos aos combustíveis e ao gás de cozinha irá apenas até dezembro.

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