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Dólar fecha a R$ 2,05, maior patamar desde dezembro

Alta foi puxada por fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, mas contida diante da expectativa de intervenção do BC brasileiro no mercado de câmbio

O dólar seguiu em sua trajetória de valorização ante o real nesta quarta-feira e fechou em 2,05 reais, maior nível desde 26 de dezembro. A valorização da moeda americana – movimento que se repetiu com outras moedas – foi uma reação ao discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, e também à ata do banco central dos Estados Unidos.

Com a alta de hoje, a moeda americana acumula valorização de 2,45% em maio e, em 2013, passou a acumular alta de 0,29%. Nas últimas sete sessões, a moeda recuou ante o real apenas na terça-feira e, mesmo assim, apenas 0,05%.

Em seu discurso, Bernanke defendeu os estímulos monetários do Fed, ao mesmo tempo em que admitiu a possibilidade de uma redução nas compras de bônus nos próximos meses. Porém, a autoridade frisou que a decisão vai depender dos próximos indicadores. “Se observarmos uma melhora continuada no mercado de trabalho e tivermos a confiança de que ela será sustentável, poderemos, nas próximas reuniões, reduzir o ritmo das compras (de ativos)”, comentou.

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Os comentários de Bernanke fizeram o dólar avançar de forma consistente ante o euro, o iene japonês e outras moedas com elevada correlação às commodities, como o dólar australiano, o dólar canadense e o dólar neozelandês – e, claro, o real.

Profissionais consultados disseram que a possibilidade de intervenção do Banco Central, por meio de swap cambial tradicional (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), contribui para conter o avanço da moeda estrangeira no mercado à vista de balcão.

O fluxo diário de recursos, positivo, também serviu para conter o avanço do dólar. “O receio de atuação do BC existe e o mercado fica comentando. Mas o pessoal também vê o fluxo mais positivo de dólares e vai vendendo (moeda)”, comentou profissional da mesa de câmbio de um grande banco brasileiro.

Pela manhã, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, informou que o fluxo cambial está positivo em 8,769 bilhões de dólares em maio, até dia 20. As operações financeiras responderam por uma entrada líquida de 284 milhões de dólares, enquanto o saldo comercial ficou positivo em 8,485 bilhões de dólares no período.

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(com Estadão Conteúdo)