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Dólar desvaloriza 0,56% nesta quinta-feira

Queda de moeda americana em relação ao real se deve ao anúncio do Banco Central Europeu e dados de emprego dos EUA

Por Da Redação - 6 set 2012, 19h34

O dólar encerrou em queda ante o real nesta quinta-feira pela segunda sessão seguida, com maior otimismo nos mercados após o anúncio do novo programa de compra de títulos do Banco Central Europeu (BCE) e dados positivos sobre emprego nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana fechou com desvalorização de 0,56%, a 2,0285 reais na venda, acelerando suas perdas perto do final da sessão. A mínima do dia foi de 2,0281 reais, enquanto a máxima atingiu 2,0430 reais. Na semana, o dólar acumulou queda de 0,10%.

Caso o bom humor entre os investidores permaneça e o programa do BCE traga maior liquidez, operadores acreditam que o dólar pode voltar aos poucos a se aproximar dos 2 reais.

No entanto, ponderam que ainda é cedo para analisar o impacto da medida da autoridade monetária europeia, e que há receio de atuação do Banco Central brasileiro quando a moeda chega perto desse patamar.

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“Talvez seja cedo para avaliar essa medida do BCE e se ela vai ter o efeito esperado. Temos que ver sua implementação. Mas ela pode trazer uma maior liquidez. Se havia investidores indecisos em voltar para o mercado, eles podem voltar e correr atrás de pechinchas”, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo.

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Às 17h58, o dólar tinha queda de 0,16% ante uma cesta de divisas, enquanto o euro tinha alta de 0,25% em relação à moeda norte-americana.

O BCE anunciou nesta quinta-feira os detalhes de seu novo programa de compra de títulos potencialmente ilimitado para reduzir os custos de financiamento de países da zona do euro e conter a crise da dívida na região. A notícia impulsionou altas superiores a 2 por cento nos mercados acionários e queda do dólar ante outras moedas, junto ainda com dados mais positivos sobre a economia norte-americana.

Os empregadores do setor privado norte-americano criaram 201.000 empregos em agosto, número acima do esperado, e os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram na semana passada para o menor nível em um mês.

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Investidores aguardam ainda novos dados de emprego a serem divulgados na sexta-feira, sobre número de folhas de pagamento fora do setor agrícola, para confirmar a sinalização de melhora da economia nos EUA, acrescentou o gerente de câmbio Galhardo. A criação de empregos é um ponto sempre destacado pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, e decisivo para que adote ou não medidas de estímulo monetário. Caso os dados da sexta-feira mostrem uma recuperação consistente dos EUA, junto com o anúncio do BCE, Galhardo acredita que há possibilidade de que o dólar volte a se aproximar do piso informal de 2 reais. Mas lembra que nesse nível ainda receio de atuação do Banco Central brasileiro. Captação externa – Mais um fator que pode pressionar a moeda norte-americana para baixo são as captações de empresas brasileiras no exterior, com entrada de mais recursos no país. “Ainda existem vantagens em se fazer boas captações com custo barato. O juro da emissão do Tesouro, por exemplo, foi recorde, e pode ser que outras empresas aproveitem essa janela de oportunidade”, disse o gerente de câmbio

(Com Agência Reuters)

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