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Dólar cai ao menor valor em 5 meses na espera por corte de juros nos EUA

Moeda fecha na casa dos 3,73 reais; bolsa sobe 0,8% de olho no cenário externo e na liberação do FGTS

Por André Romani - 18 jul 2019, 17h52

O dólar fechou em seu menor valor desde fevereiro nesta quinta-feira, 18, com queda de 0,9%, cotado a 3,73 reais na venda. O Ibovespa também teve dia otimista, com uma alta de 0,83%, os 104.716 pontos, após dois pregões praticamente estáveis. O bom desempenho dos mercados deve-se à animação do investidores com os sinais sobre corte de juros nos Estados Unidos. E no cenário interno, a liberação do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) pelo governo de Jair Bolsonaro, medida que deve ser anunciada na semana que vem.

Sem a tramitação da reforma da Previdência, os mercados seguem influenciados pelo cenário externo. A proposta que modifica as regras de aposentadoria civil no país deve ser votada, em segundo turno, na Câmara dos Deputados no dia 6 de agosto, na volta do recesso parlamentar.

A grande notícia para os mercados foi a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de Nova York, John Williams, entendida pelos investidores como um sinal grande de que os juros devem cair nos Estados Unidos. Segundo ele, “quando se tem tanto estímulo à disposição, compensa agir rapidamente para reduzir os juros no primeiro sinal de estresse econômico”, afirmou.

Para Pablo Spyer, diretor da corretora da Mirae Asset, a afirmação é importante porque acaba com a dualidade do presidente do Fed, Jerome Powell. “Ele teve várias falas antagônicas. Para ele, parece ser muito difícil cortar os juros, porque assumiria que errou antes”, diz Spyer, em referência ao aumento na taxa de juros promovida pelo Fed por quatro vezes no ano passado.

No cenário interno, o anúncio pelo governo de que será liberado os saques do FGTS também animou os investidores. Os detalhes ainda não foram divulgados e, segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o anúncio só ocorrerá na semana que vem. O objetivo do governo com a medida é estimular o consumo e, portanto, a economia. “Está puxando bancos e varejistas para cima”, segundo Spyer.

Além disso, foi anunciada a nova economia que o governo terá, em dez anos, com a reforma da Previdência. O valor é de 934 bilhões de reais. Para Spyer, no entanto, a novidade não influencia no mercado. “Não foi isso que trouxe a alta. A importância para os investidores é na velocidade da aprovação”, completou ele.

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