Clique e assine a partir de 9,90/mês

Dólar cai abaixo de R$ 3,40 após decisão do STF sobre Renan

O dólar recuou 0,62%, a 3,3830 reais, menor patamar desde 22 de novembro. Foi a 4ª queda consecutiva, período no qual a moeda norte-americana cedeu 2,58%

Por Da redação - Atualizado em 8 dez 2016, 19h27 - Publicado em 8 dez 2016, 18h01

O dólar fechou em queda e voltou abaixo de 3,40 reais nesta quinta-feira, pela primeira vez em dezembro, com o mercado aliviado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na véspera de manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal, o que deve facilitar a votação de medidas econômicas importantes para o governo do presidente Michel Temer.

O dólar recuou 0,62%, a 3,3830 reais na venda, o menor patamar desde 22 de novembro (3,3565 reais). Foi a quarta queda consecutiva, período no qual a moeda norte-americana cedeu 2,58%.

Na mínima da sessão, o dólar bateu em 3,3705 reais e, na máxima, em 3,4187 reais na máxima. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,10% no final desta tarde.

“Ficou patente na véspera que ia ter um acordo. Existe alguma precificação ainda da decisão do STF, mas o mercado já começa a olhar para a frente”, comentou mais cedo o gestor do departamento de câmbio da corretora Gradual Investimentos, Hamilton Bernal.

Na véspera, o mercado ficou animado com notícias de que estava sendo costurado um acordo para garantir Renan na presidência do Senado.

No início da noite passada, o STF decidiu, por 6 votos a 3, manter Renan à frente do Senado, mas tirá-lo da linha sucessória da Presidência da República, movimento que, na prática, tem poucos efeitos contra o senador, que na semana passada se tornou réu em uma ação penal sob acusação de peculato.

Com isso, estava mantida a agenda de votações no Senado que prevê, na próxima terça-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, importante medida do governo para tentar colocar a economia nos eixos.

No final da manhã, no entanto, o dólar chegou a subir sobre o real e bateu a máxima da sessão após o Banco Central Europeu (BCE) reduzir o programa de estímulos a 60 bilhões de euros por mês e o presidente da instituição, Mario Draghi, sinalizado avanço da economia.

“Draghi disse que a economia está voltando à vida, o que pode significar mais juros em algum momento, e que a deflação está fora de cogitação”, comentou um operador de uma corretora local naquele momento.

Continua após a publicidade

O BCE cortou inesperadamente suas compras de ativos para 60 bilhões de euros por mês, a partir de abril de 2017, dos atuais 80 bilhões de euros. O montante valerá até o final do próximo ano e, caso necessário, poderá ser elevado novamente.

Draghi disse, em entrevista coletiva, que há indicação de alguma recuperação global mais forte, que a inflação subirá mais em 2018 e em 2019 e que não há risco de deflação.

Com o movimento do BCE, deve haver menor liquidez global e sobrará menos recursos para países como o Brasil. No exterior, o dólar subia diante outras moedas de emergentes, como o peso mexicano e a lira turca.

Seguia no radar dos investidores a proximidade da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na semana que vem, quando deve elevar os juros, como amplamente esperado em pesquisa Reuters. Os investidores, no entanto, vão buscar pistas sobre novos e/ou maiores aumentos após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, cuja política econômica pode ser inflacionária.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de 15 mil swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em janeiro.

Bolsa

O principal índice da Bovespa fechou em baixa nesta quinta-feira, em movimento de ajuste após subir nos dois pregões anteriores e tendo as ações da Vale entre as principais pressões negativas.

O Ibovespa caiu 1,2%, a 60.676 pontos. Na máxima da sessão, o índice subiu 0,85%.

O volume financeiro somou 6,5 bilhões de reais, abaixo da média diária para o mês até a véspera, de 8,68 bilhões de reais, e inferior também à media diária para o ano, de 7,39 bilhões de reais.

 

 

Continua após a publicidade
Publicidade