Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Dólar cai abaixo de R$ 2,20 após fala de Tombini no Senado

Presidente do BC reafirmou nesta terça compromisso do BC em suprimir a alta volatilidade da moeda por meio de leilões

Por Da Redação 24 set 2013, 17h56

O dólar voltou a recuar no mercado brasileiro e, pela segunda vez desde a última quarta-feira, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidiu manter seu programa de estímulos à economia, a moeda terminou abaixo de 2,20 reais. Apesar da valorização do dólar no exterior, os comentários do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, nesta terça-feira conduziram o movimento ante o real. Tombini voltou a defender a atuação do BC no mercado, o que, conforme analistas, afasta a possibilidade de interrupção dos leilões diários de moeda.

Após subir no início do dia, o dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em baixa de 0,14%, cotado a 2,197 reais. No mês, acumula baixa de 7,81% e, no ano, alta de 7,43%. Na máxima do dia, atingiu 2,2120 reais (+0,55%) e, na mínima, marcou 2,1900 reais (-0,45%). No mercado futuro, o dólar para outubro mostrava leve baixa de 0,02%, cotado a 2,2015 reais.

Leia mais:

BC continuará a oferecer proteção cambial, diz Tombini

Tombini desmente Mantega sobre redução da intervenção cambial

Continua após a publicidade

Pela manhã, o dólar no Brasil mostrou sintonia com o exterior, onde os investidores reagiam à divulgação de dados econômicos na Europa e nos Estados Unidos, em busca de pistas sobre o futuro da política monetária norte-americana. No entanto, os comentários de Tombini na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado fizeram o dólar reverter para baixa.

Tombini reforçou a continuidade da ação coordenada do BC e o Tesouro Nacional para reduzir a volatilidade dos mercados com intervenções diárias (leilões cambiais). A falta de novidade, segundo operadores de câmbio, sinaliza a manutenção da estratégia.

“Foi importante Tombini reafirmar a manutenção do programa, porque nada mudou na situação do Brasil. Estamos vivendo a perspectiva de que o fluxo cambial melhore, mas por enquanto isso é um tremendo desafio”, comentou Sidney Nehme, economista da NGO Corretora.

À tarde, o BC informou que a conta de transações correntes do Brasil continuou negativa em agosto, atingindo um déficit de 5,505 bilhões de dólares. Nos oito primeiros meses, o déficit em conta corrente está em 57,952 bilhões de dólares, o que representa 4,01% do Produto Interno Bruto (PIB).

(com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade