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Dólar cai a R$ 3,89 com mercado à espera de decisão do Fed

Investidores preferiram a cautela antes da decisão do banco central americano sobre taxa de juros, agendada para esta quarta-feira

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, com investidores adotando cautela na véspera da decisão do Federal Reserve, banco central americano, sobre a taxa de juros nos Estados Unidos. Foi mais um dia de poucos negócios. A moeda recuou 0,51%, a 3,89 reais.

Os negócios também foram, mais uma vez, conduzidos pelas intensas incertezas políticas e econômicas no Brasil. “O mercado esvaziou nos últimos dias. Ninguém quer ficar exposto nesse cenário de volatilidade elevada e incerteza política”, disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

O baixo volume de negociações tem deixado o mercado mais sensível a operações pontuais, aumentando a volatilidade nos mercados futuro e à vista. Isso porque atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso, além da crescente deterioração das contas públicas do país, tem levado investidores a adotar estratégias mais defensivas. O medo é que o Brasil perca seu selo de bom pagador com outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor’s (S&P), o que provocaria fuga de capitais.

Nesta tarde, o relator do projeto de lei que altera a meta fiscal deste ano, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), afirmou que o governo reconhecerá déficit primário de 51,8 bilhões de reais em 2015, cifra que não considera o pagamento das chamadas “pedaladas fiscais”.

Exterior – O mercado espera amplamente que os juros americanos sejam mantidos perto de zero na quarta-feira, em meio a preocupações com a possibilidade de a fraqueza na economia mundial, sobretudo na China, contaminar a recuperação da economia dos EUA. Dados fracos sobre o setor de serviços e as encomendas de bens duráveis divulgados nesta terça-feira reforçaram essa percepção.

“Mais importante do que a decisão em si vai ser a sinalização (do Fed). A possibilidade de os juros subirem agora é muito remota”, disse o operador de uma corretora internacional.

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(Com agência Reuters)