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Dólar cai a R$ 2,63 após declarações de Joaquim Levy

Moeda recuou 1,31% depois que novo ministro da Fazenda reiterou compromisso com ajustes

Por Da Redação 13 jan 2015, 16h23

O dólar terminou em queda nesta terça-feira afetado pelas declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que reforçou seu compromisso com o ajuste fiscal. O declínio do dólar em relação o real, que ocorreu na contramão da alta registrada ante outras divisas internacionais, também refletiu um movimento de ajustes após o avanço registrado recentemente.

No fim da sessão, o dólar à vista fechou em queda de 1,31%, aos 2,63 reais. O volume de negócios totalizava 1,431 bilhão de dólares, por volta das 16h30 desta terça-feira. No mercado futuro, o dólar para fevereiro recuava 1,64%, aos 2,64 reais.

O dólar iniciou a sessão em alta, alinhado ao sinal positivo registrado no exterior devido à queda do preço do petróleo, mas devolveu os ganhos mais tarde com os leilões de swap cambial do Banco Central – operação que consiste na venda de dólares no mercado futuro.

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A moeda americana acelerou as perdas ainda durante a manhã de terça, com as declarações do ministro e o aumento da entrada de dólares de investidores estrangeiros, cujo destino era o leilão de títulos públicos realizado pelo Tesouro Nacional.

Os comentários de Levy de que as políticas fiscal e monetária devem caminhar juntas agradaram ao mercado. Durante café da manhã com jornalistas, o ministro falou também sobre “realismo tarifário” para setor elétrico, confirmando que o Tesouro Nacional não fará mais o aporte de despesas orçamentárias de 9 bilhões de reais para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que bancou a política de redução da energia elétrica do setor implementada pela presidente Dilma no primeiro mandato.

Bolsa de valores – O principal índice da bolsa paulista devolveu ganhos de mais cedo e fechou com leve variação negativa nesta terça-feira, na mínima do dia, acompanhando o enfraquecimento dos negócios em Wall Street

O Ibovespa fechou em queda de 0,18%, a 48.051 pontos, após ter subido 1,66% e se aproximado dos 49 mil pontos na máxima do dia, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro da sessão atingiu 6,7 bilhões de reais.

Declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, repercutiram bem no mercado desde cedo, beneficiando particularmente Petrobras. Levy disse acreditar que a empresa definirá os preços com base em motivos corporativos.

Na máxima, pela manhã, as preferenciais da estatal chegaram a subir 5,4%, mesmo com forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Os papéis fecharam com alta de 1%.

(Com Estadão Conteúdo)

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