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Dólar cai 1% e fecha em R$ 2,92 — menor valor desde março

Queda é motivada por cenário político mais calmo e por expectativas de que EUA demorem mais para aumentar juros

Por Da Redação - 27 abr 2015, 17h49

O dólar fechou em queda de mais de 1% ante o real nesta segunda-feira, a 2,92 reais na venda, mantendo a tendência das últimas quatro semanas. O movimento é conduzido pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) demore mais para iniciar o processo de elevação dos juros nos Estados Unidos. A moeda americana caiu 1,13%, após recuar 1,25% na sexta-feira. É o menor patamar desde o dia 2 de março, quando a moeda terminou cotada a 2,89 reais. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,4 bilhão de dólares.

A recente tendência de queda da moeda americana ante o real reflete um cenário político mais calmo no Brasil e dados econômicos que mostram uma recuperação mais lenta que o esperado nos Estados Unidos. “Ainda tem um eco em relação à questão política local que está mais tranquila. Além disso, o dólar ficou ao redor de 3,10 reais por um tempo até conseguir romper os 3 reais a duras penas. Agora está se sustentando abaixo (dos 3 reais) e pode buscar os 2,90 reais”, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

No entanto, a negociação da moeda americana abaixo dos 2,90 reais deve encontrar mais resistência, já que, apesar do otimismo com a situação política, muitas medidas fiscais ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional. “Para cair mais tem que ter bases mais sólidas, mais definições com relação à política fiscal, por exemplo. Se tiver uma queda abaixo dos 2,90 reais vai ser mais especulação do que qualquer outra coisa”, disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

Agenda – Na quarta-feira, os Estados Unidos divulgam os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre pela manhã e, durante a tarde, acontece o anúncio da decisão de política monetária pelo Fed. “A visão de que a economia dos EUA retornou a um caminho de crescimento forte o suficiente para permitir ao Fed iniciar a normalização da política monetária tem sido desafiada por uma série de dados decepcionantes. Isto vai culminar com a primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre, em 29 de abril”, disse a Brown Brothers Harriman, em relatório a clientes.

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Bolsa – A Bovespa fechou a primeira sessão da semana em queda, afetada por movimentos de realização de lucros após fortes ganhos nos últimos pregões. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa, principal índice, caiu 1,82%, a 55.566 pontos, com as ações da Petrobras entre as maiores pressões negativas. O volume financeiro da sessão somava 6,4 bilhões de reais.

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Depois do forte avanço após a divulgação do balanço, as ações da Petrobras encerraram o pregão de segunda-feira em queda de mais de 7%. As ações ordinárias, com direito a voto, caíram 7,79%, enquanto as preferenciais, sem direito a voto, recuaram 5,05%.

(Com agência Reuters)

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