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Dólar abre em queda após Fazenda zerar IOF para derivativos

Ministro Guido Mantega anunciou na quarta-feira à noite mudanças na alíquota do imposto para derivativos

Por Da Redação - 13 jun 2013, 09h54

O dólar começa esta quinta-feira em queda de 0,69%, cotado a 2,1391 reais para venda no mercado à vista, depois de subir 0,82% na quarta-feira, a 2,1541 reais, maior cotação em quatro anos. Durante o pregão, o Banco Central (BC) não apresentou nenhuma nova medida cambial nem agiu por meio de leilões de swap cambial.

À noite, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou a imprensa para anunciar o fim do imposto sobre operações financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em derivativos no Brasil. A isenção se refere apenas aos investidores com posição “vendida” em dólar. A medida já era aguardada pelo mercado desde que o ministro anunciou o fim do IOF para investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa, na semana passada.

A medida refletiu no início de pregão desta quinta-feira, mas a moeda americana ainda deve oscilar bastante, como já mostram os movimentos da primeira hora de pregão: a queda já se amenizou e, por volta de 9h30, o dólar operava em queda de 0,37% (2,1460 reais).

Analistas agora começam a se perguntar qual será o próximo passo do Banco Central para o câmbio. O analista Pedro Galdi, da corretora SLW, disse ao site de VEJA na quarta à noite que uma nova desoneração pode estar a caminho. “A Fazenda pode retirar, por exemplo, o IOF sobre o depósito compulsório para evitar que os bancos fiquem especulando com a variação cambial”, afirma.

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O compulsório é um recolhimento que obriga os bancos a depositar parte dos recursos captados dos clientes numa conta do Banco Central. Parte do dinheiro do compulsório pode ser aplicada em dólar. Em 2011, quando o real estava valorizado, o BC criou uma trava para reduzir a posição de câmbio “vendida” dos bancos – ou seja, aquelas que apostavam na queda da moeda americana.

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