Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Dólar abre em alta, mas recua, de olho na Itália

Por Da Redação 10 nov 2011, 09h32

Por Cristina Canas

São Paulo – O dólar comercial abriu em alta de 0,23%, a R$ 1,769. Ontem, a moeda norte-americana já havia fechado em alta, com valorização de 1,31%, a R$ 1,765. Ao logo da manhã de hoje, porém, o dólar não mantinha a alta. Por volta das 10h30, o dólar caía 0,17%, a R$ 1,762.

O dólar vem ganhando valor ante o real, à medida em que os investidores observam a deterioração dos cenários político e econômico da Itália e acompanhando também a trajetória internacional da moeda. Tudo sem estresse, porque não há players fortemente posicionados em nenhuma das duas pontas. As oscilações pontuais, no entanto, também estão fazendo parte do jogo, dependendo de uma ou outra informação internacional positiva ou de um fluxo.

É o caso da abertura de hoje, que encontra alívio em informações de mercado sobre uma intervenção do Banco Central Europeu, que teria adquirido títulos soberanos da Itália, puxando os juros para baixo. De concreto, o que se sabe é que o país conseguiu vender 5 bilhões de euros em um leilão de bônus de 12 meses, no qual encontrou demanda para 9,947 bilhões de euros. O resultado é considerável, avaliam os analistas. Mas é necessário ponderar que a taxa de retorno para o investidor foi o maior desde a implementação do euro e quase o dobro da registrada no leilão anterior, em 6,087% (de 3,570% no leilão anterior).

O mercado também recebeu bem as declarações do presidente da Itália, Giorgio Napolitano, garantindo que o país vai cumprir seus deveres. Além disso, coloca fichas na aprovação rápida das medidas de austeridade e a lei do orçamento de 2012 e na renúncia do premiê Silvio Berlusconi, que abriria a porta para que o ex-comissário europeu Mario Monti assumisse o cargo. Isso porque ele foi nomeado senador vitalício ontem.

Para completar, o Banco da Inglaterra (BoE), corroborou as expectativas dos investidores e manteve o juro estável e o programa de compra de bônus no valor de 275 bilhões de libras.

Continua após a publicidade
Publicidade