Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dólar abre em alta de mais de 2% e chega a R$ 3,55

Mercado está preocupado com os sinais de desaceleração na economia da China, cujas bolsas despencaram mais de 8% nesta segunda

O dólar abriu em forte alta nesta segunda-feira, avançando mais de 2% e ultrapassando a marca dos 3,55 reais. A trajetória acompanha a intensa aversão ao risco nos mercados globais após as bolsas da China despencarem diante dos sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo, e por preocupações com a crise política no Brasil. Por volta das 13h10, a moeda subia 1,63%, sendo cotada a 3,55 reais. A divisa americana também se fortalecia contra as principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

As bolsas de Xangai e Shenzhen desabaram mais de 8% nesta sessão, reforçando o quadro de preocupações com a China, que vem afetando o apetite por ativos de risco, como aqueles denominados em reais, nos mercados globais.”Os agentes internacionais esperavam que o banco central chinês anunciasse novas medidas no final de semana para dar suporte ao sistema financeiro. Como nada foi feito, as principais bolsas chinesas fecharam novamente com fortes quedas hoje, arrastando as demais praças para um pregão de perdas”, escreveu o operador da corretora SLW, em nota a clientes, João Paulo de Gracia Correa.

No país, preocupações políticas também abalam o ânimo dos agentes financeiros, após o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, determinar que as contas de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e o PT sejam investigados por suposta prática de crimes, argumentando que há “vários indicativos” de que ambos foram financiados por propina desviada da Petrobras.

Os mercados financeiros têm sido profundamente afetados pelas incertezas em torno da permanência de Dilma no cargo até o fim de seu mandato. “Está cada vez mais difícil imaginar a luz no fim do túnel”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Leia também:

Incerteza sobre a China derruba bolsas em todo o mundo

Ata do Fed mostra visões divergentes sobre elevação de juros

(Com agência Reuters)