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Dívida pública sobe a 82% do PIB em julho, maior proporção desde 2021

Só durante a pandemia o endividamento público havia atingido níveis tão altos

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 ago 2026, 10h59 | Atualizado em 31 ago 2026, 18h19
Dívida pública sobe a 82% do PIB em julho, maior proporção desde 2021 Priorizar nos meus resultados Google

Com uma conta em juros que já passa de 1 trilhão de reais ao ano, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) continuou em rota de aumento e atingiu os 10,9 trilhões de reais em julho, valor equivalente a 82,5% do produto interno bruto (PIB), de acordo com as estatísticas fiscais mensais divulgadas nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central.

É o maior nível já registrado desde abril de 2021, e só durante a pandemia, em 2020 e 2021, o endividamento público havia atingido níveis tão altos. No pior momento, em outubro de 2020, ela chegou a 87,6%, inflada pelo pacote bilionário de socorro às famílias e empresas feito pelo governo naquele ano.

Os números da dívida pública calculada pelo Banco Central compreendem as contas do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais. Um mês antes, em junho, a dívida bruta estava em 81,9% do PIB e, ao fim do ano passado, era de 78,6%.

O crescimento da dívida é puxado, em grande parte, pela conta com juros, que também está em níveis recordes. No acumulado em doze meses até julho, os juros nominais pagos pelo setor público alcançaram 1,15 trilhões de reais, o equivalente a 8,67% do PIB, de acordo com o BC. Um ano antes, chegava a 941,2 bilhões, ou 7,6% do PIB.

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Apenas em julho, foram 99 bilhões de reais em juros, ante 109 bilhões em julho de 2025. Contribuiu para essa redução a evolução favorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$12,4 bilhões em julho de 2026 e perda de R$3,3 bilhões em julho de 2025).

Mês superavitário

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Em julho, o setor público registrou um superávit primário de 1,4 bilhão de reais, revertendo o déficit de 66,6 bilhões de reais atingido no mesmo mês de 2025. No governo central, que abarca as contas federais, houve superávit de 11 bilhões de reais, e nos governos regionais e nas empresas estatais, houve déficits de 8,5 bilhões e 1,1 bilhão respectivamente.

Em doze meses, porém, as contas continuan no vermelho. Em um ano, o déficit total acumulado pelo setor público é de 89,3 bilhões de reais, o equivalente a 0,67% do PIB. O resultado do setor público engloba o saldo entre despesas e receitas do governo central, estados e municípios, além das estatais.  

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