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Dívida pública sobe 1,51% e fecha março em R$ 3,6 trilhões

Esse aumento da dívida, de acordo com o Tesouro, ocorreu por conta da emissão líquida de títulos, no valor de 23,9 bilhões de reais

Por Agência Brasil - 27 Apr 2018, 12h12

dívida pública federal, que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, teve aumento de 1,51%, passando de 3,5 trilhões de reais em fevereiro para 3,6 trilhões de reais em março, de acordo com o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

Esse aumento da dívida, de acordo com o Tesouro, ocorreu por conta da emissão líquida de títulos, no valor de 23,9 bilhões de reais, e à apropriação positiva de juros, no valor de 30,2 bilhões de reais.

A dívida pública mobiliária federal interna, que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve o estoque ampliado em 1,47%, ao passar de 3,4 trilhões de reais para 3,5 trilhões de reais, devido à emissão líquida, no valor de 24,1 bilhões de reais, e pela apropriação positiva de juros, no valor de 26,7 bilhões de reais.

O estoque da dívida pública federal externa, captada do mercado internacional, teve aumento de 2,64% sobre o estoque apurado em fevereiro, encerrando o mês de março em 128,9 bilhões de reais (cerca de 38,7 bilhões de dólares), sendo 115,8 bilhões de reais (34,87 bilhões de dólares) referentes à dívida mobiliária e 13,02 bilhões de reais (3,92 bilhões de dólares), à dívida contratual.

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De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre 3,7 trilhões de reais e 3,9 trilhões de reais.

Variação do endividamento

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

Em março, os maiores detentores da dívida pública eram Fundos de Investimento, com 29,21% da dívida. Os fundos de Previdência ficaram em segundo lugar, com uma participação relativa de 22,80%. O grupo Previdência apresentou variação negativa em seu estoque, passando de 844,4 bilhões de reais para 799,6 bilhões de reais, de fevereiro para março.

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Em seguida, aparecem as instituições financeiras com 22,39%, grupo que elevou o estoque em 26 bilhões de reais, chegando a 785,2 bilhões de reais. Os investidores estrangeiros concentraram 11,84% da dívida; o governo, 4,38%; as seguradoras, 3,85% e outros, 5,53%.

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