Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dívida federal cresce 2,53% em junho sobre maio

Endividamento do governo atinge 1,97 trilhão de reais, influenciado por apropriação dos juros e emissões de novos papéis

A Dívida Pública Federal (DPF) somou 1,970 trilhão de reais em junho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional. O volume representa uma alta de 2,53% na comparação com maio. O resultado foi influenciado pela apropriação de juros, no valor de 14,45 bilhões de reais, e de emissões que somaram 34,22 bilhões de reais.

Já a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) somou 1,881 trilhão de reais no mês passado, o que implica um crescimento de 2,65% no estoque na comparação com o quinto mês do ano. O volume sofreu impacto dos juros no valor de 13,76 bilhões de reais e da emissão líquida no valor de 34,77 bilhões de reais.

No tocante à Dívida Pública Federal externa (DPFe), o saldo em junho foi de 89,05 bilhões de reais, um leve acréscimo de 0,16% sobre o estoque verificado no mês anterior.

Custo da dívida – O Tesouro informou também que o custo médio acumulado em doze meses da DPF recuou de 12,85% ao ano em maio, para 12,81% ao ano em junho. Na mesma base de comparação, o custo médio da DPMFi caiu de 12,05% ao ano, para 11,95% ao ano. Esse recuo, segundo a entidade, reflete a menor variação do IPCA e da taxa Selic no período.

O Tesouro divulgou ainda que o prazo médio da DPF recuou de 3,81 anos em maio para 3,78 anos em junho. O relatório da dívida mostra também que os vencimentos da DPF para os próximos doze meses passaram de 27,45% do estoque em maio, para 28,01% do estoque em junho.

Estrangeiros – De acordo com o relatório do Tesouro, a participação dos investidores estrangeiros na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) recuou de 12,26% do total em maio (R$ 224,67 bilhões), para 12,24% em junho (R$ 230,32 bilhões). Já a participação das instituições financeiras cresceu de 29,82% em maio para 30,46% em junho. Os fundos de investimentos elevaram sua participação de 27,33%, para 29,10% no mesmo período. A parcela de títulos nas mãos de fundos de previdência recuou de 12,81%, para 10,18% na mesma comparação.

Indexadores – A parcela de títulos prefixados na composição da DPF subiu de 38,13% em maio para 39,45% em junho. Esse porcentual do mês passado está dentro do intervalo estabelecido pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2012, de 37% a 41%. No caso dos papéis indexados a preços, houve um aumento da participação de 31,62% em maio para 32,82% no mês passado, dentro, portanto, do intervalo estimulado pelo PAF para este ano, de 30% a 34%.

Com as trocas de papéis indexados à taxa básica de juros (Selic) no FGTS, a participação desses títulos no total da dívida recuou de 25,77% em maio para 23,37% em junho. Com esse novo patamar, o resultado de junho aproxima-se mais da banda inferior para o papel no PAF, de 22% – o teto é de 26%.

Em relação ao câmbio, houve uma ligeira queda da participação de maio para junho, passando de 4,47% para 4,37%, também dentro das bandas de 3% a 5% estipuladas pelo PAF neste ano.

No caso da DPMFi, foi verificado o mesmo comportamento dos papéis na DPF: elevação da participação de títulos prefixados e corrigidos por preços, redução dos papéis atrelados à Selic e estabilidade no caso de câmbio.

Entre os títulos prefixados, o avanço de maio para junho foi de 39,24% para 40,59%, e nos corrigidos por preços, de 33,15% para 34,37%. Em relação à Selic, a diminuição da fatia foi de 27,02% em maio para 24,47% no mês passado. E, em câmbio, a parcela de títulos saiu de 0,59% para 0,57% no período.

(com Agência Estado)