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Direto da China, Lagarde pede clareza política à Grécia e Itália

Por Da Redação 10 nov 2011, 09h45

Pequim, 10 nov (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu nesta quinta-feira em Pequim ‘clareza política, pois a confusão leva a volatilidade’, após analisar a crise financeira na zona do euro e especialmente a da Grécia e Itália com as autoridades chinesas.

Sobre a eventual contribuição chinesa ao ‘resgate’ da zona do euro, Lagarde afirmou: ‘cabe a cada membro do FMI decidir o que fazer com seu dinheiro. As reservas são nacionais e se algum integrante quer aumentar seus empréstimos ou contribuições, todas serão bem-vindas’.

Conforme ela, líderes de quatro e cinco países emergentes expressaram o desejo de fortalecer o FMI como instituição, ‘não para atingir um objetivo específico, como a zona do euro, mas para atender as necessidades de todos seus membros’.

Acrescentou que os países emergentes podem contribuir à solução da crise com a valorização de sua moeda e a China poderia ver a oportunidade de ter uma política monetária mais flexível em um futuro próximo.

Lagarde detalha as três principais funções da entidade: vigilância bilateral e multilateral, empréstimo a países com dificuldades de conta corrente e assistência técnica aos 187 membros.

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A excelência das relações entre o FMI e a China foi ressaltada por Lagarde, para quem ‘após as reformas recentes, a China tem maior voz e é um dos três maiores acionistas na instituição e há um bom diálogo constante’.

Sobre a atuação econômica chinesa, disse que ‘houve apreciação do iuane e as autoridades estão dispostas a mais. Seu objetivo de estabilidade e crescimento sólido sustentável com a contribuição do consumo doméstico é elogiável’.

Embora tenha considerado que é cedo para incluir o iuane na cesta dos direitos especiais de giro (DEG) do FMI, a integração ‘chegará’.

Os DEG são ativos virtuais de financiamento e reserva internacional que incluem uma cesta com quatro divisas: o dólar, o iene, o euro e a libra esterlina.

Lagarde insistiu que a regeneração do modelo de crescimento está vinculada à reforma do estado do bem-estar para dar ao indivíduo a confiança que o encoraje a consumir, reiterou. EFE

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