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Gestão em saúde: como reduzir os custos com o benefício em 3 passos principais

O plano de saúde é, ao mesmo tempo, o mocinho e o vilão da maior parte dos gestores de RH e de benefícios: por um lado, contribui para a aquisição e retenção de talentos, já por outro costuma ser o segundo maior custo de uma empresa, consumindo cerca de 12% dos seus recursos em um movimento que nunca regride, já que a variação dos custos médicos e hospitalares (VCMH) sobe anualmente em proporções maiores do que a inflação. De acordo com o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre 2008 e 2016, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 75% enquanto o VCMH cresceu 238%. E não são raros os casos em que os reajustes pedidos pelas operadoras extrapolam os 100%.  Então, como fazer para equilibrar as contas e a qualidade para manter a assistência aos beneficiários constante e sustentável?

“Para termos a sonhada eficiência, precisamos discutir saúde ao invés de doença. Já não é mais rentável checar o extrato de uso e arcar com os aumentos anuais das operadoras ou apostar no downgrade para diminuí-los. A sustentabilidade tão desejada atualmente está em uma maneira diferente de cotar e escolher o melhor produto para cada população e passa por ações posteriores de gestão (em diferentes esferas, como operacional e médica) que objetivam atender, cuidar e prevenir mais e remediar menos”, detalha Fabiana Salles, CEO da GESTO, corretora de plano de saúde que se preocupa com a sustentabilidade a longo prazo.  

De acordo com a executiva, é possível transformar o panorama financeiro caótico relacionado ao benefício e reduzir em até 25% dos investimentos por meio de ações de inteligência provida pela tecnologia e com a possibilidade de alcançar reajustes abaixo de 10% a cada ano de contrato. O segredo, segundo ela, está nos três pilares abaixo:

 

1 – Visibilidade para a cotação

O caminho da cotação do seguro saúde é repleto de armadilhas. De forma geral, para precificação do plano, a operadora solicita dados como faixa etária da população, divisão por gênero, a lista de afastados, o apontamento dos maiores usuários e, por fim, a sinistralidade do último ano no benefício anterior. Não há detalhamento das contas e nem, de fato, informações mais aprofundadas.

Sem conhecer a fundo suas necessidades, a tendência é que a corretora opte pelo produto aparentemente adequado e que possua o menor preço pensando ser um ótimo negócio, ou seja, investimento baixo de início, mas sem levar em consideração a vigência de dois anos, o reajuste livre e a multa alta de saída. Em geral, escolhe-se pelo prêmio, sem levar em conta que paga-se pelo sinistro, que é um fator que não se prevê dentro desse cenário que falta visibilidade e transparência. Logo, o teto de utilização estará estourado e a correção do valor da tarifa será praticamente um convite recorrente para voltar ao mercado e procurar um novo plano de saúde, o que não é vantajoso para o bolso e para a reputação da empresa frente às corretoras.

Para que essa escolha não seja aleatória, o caminho é optar por uma corretora que aplique inteligência no processo para entender detalhadamente como a população da empresa utiliza o benefício saúde. Isso permite entender onde estão os maiores ofensores do custo e, de forma preditiva, projetar ações de correção e a tendência de comportamento em longo prazo para que o contrato cubra de forma adequada a real necessidade calculada inicialmente e não a estimativa de mercado, sem surpresas no final de cada ano no momento de reajuste.

 

2 – Desenho adequado do plano

Contar com uma rede de atendimento incompatível com as necessidades da população interna, seja pela proporção de especialistas ou pela região da cidade privilegiada, gera mais solicitações de reembolso. Realizar trocas anuais de plano de saúde com o propósito de reduzir gastos prejudica os beneficiários em tratamento. Diminuir a cobertura oferecida alavanca insatisfação nos colaboradores. Esses são alguns exemplos que podem ser evitados com um trabalho ativo da corretora junto à operadora a partir das informações conquistadas no mapeamento da população.

“Ao conhecer o real cenário de cada companhia é possível, por exemplo, destacar o alto risco de problemas específicos, como os de coração, caso sejam mapeados altos índices de hipertensão. E, com isso, há a indicação que ela opte por incluir um centro médico de referência cardíaca na cobertura para que os casos que se concretizarem sejam atendidos com a máxima qualidade. Em um primeiro momento pode parecer um custo, mas se transforma em investimento ao evitar situações como reinternação”, explica Fabiana.

 

3- Gestão estratégica e transparente

Por fim, também é papel da corretora ser uma extensão do gestor para melhor administrar o benefício ao longo do período de contrato e não apenas no momento da escolha e da renovação. A dica é escolher aquela que reverte a taxa de corretagem em algo mais do que apenas o operacional de carteirinhas. Serviços como atendimento direto ao beneficiário 24/7 para auxiliá-los em casos de internações e emergências podem fazer toda a diferença em como ele valoriza o empregador, já que situações de saúde são delicadas e requerem acolhimento. Assim como a implantação de gestão médica contribui ativamente orientando em relação às melhores escolhas dentro da rede de referência, evitando desperdícios.

“Na GESTO, nós fazemos um estudo de quais soluções auxiliares contribuirão em duas frentes: no dia a dia burocrático do nosso parceiro e na esfera da sinistralidade para manter as projeções dentro do esperado. A partir disso, apresentamos aos clientes de forma transparente para onde será destinado aquilo que ele nos paga como bonificação pela corretagem. Ou seja, ganhamos pelo sucesso dele”, completa a CEO da corretora que convida a cada um repensar seu modelo.

Website: http://gesto.com.br/