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Dilma quer reverter pessimismo econômico

Presidente enfrenta dificuldades com dados relacionados a emprego, câmbio e crescimento da economia

Por Da Redação - 22 Aug 2013, 13h37

O grande receio do Palácio do Planalto hoje é que o crescente pessimismo apontado pelo mercado financeiro internacional e empresas nacionais em busca de proteção cambial nos últimos dias se prolongue até setembro.

Na visão da presidente Dilma Rousseff, o mês que traz a primavera será “crucial” para a retomada econômica e, portanto, para preparar o terreno para o ano em que a presidente tentará sua reeleição. As concessões de infraestrutura vão engatar em setembro, acredita o governo.

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“Crucial” é o termo usado por uma fonte gabaritada do Palácio do Planalto, segundo quem o governo, de forma geral, ligou o sinal de alerta nos últimos dias.

Depois de uma segunda-feira turbulenta nos mercados financeiros e da escalada na cotação do dólar, o Palácio do Planalto apostava que o recuo verificado no dia seguinte poderia ser o início da trégua. Mas, na quarta-feira, demonstrou que o pessimismo pode durar mais tempo do que se imagina.

O dólar voltou a subir, e a criação de emprego no mês passado – dado divulgado na tarde de quarta – foi a menor para o mês de julho desde 2003. O crescimento econômico caiu fortemente entre o último ano da gestão Luiz Inácio Lula da Silva para o primeiro de Dilma no Planalto, e voltou a cair em 2012. Mas, durante o período, o mercado de trabalho formal continuou muito forte. Isso não tem sido mais verdade em 2013.

Crescimento lento – Nos primeiros sete meses do ano, as empresas contrataram menos de 900 mil trabalhadores com carteira assinada, patamar que fora alcançado ou superado nos últimos anos nos meses de abril ou maio.

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Sem espaço fiscal para conceder novos incentivos, e com uma arrecadação de tributos em ritmo lento, o que restringe o espaço para incrementar os investimentos públicos, a presidente Dilma Rousseff dividiu com interlocutores próximos que há pouca margem de manobra no curto prazo para reativar a criação de vagas formais.

A aposta é que as concessões de rodovias, ferrovias, aeroportos, portos e blocos de petróleo à iniciativa privada, previstas para ocorrer entre setembro deste ano e o primeiro semestre do ano que vem podem reanimar o empresariado.

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O efeito econômico das concessões, admitem técnicos da equipe econômica, pode não ser sentido plenamente até o fim do ano que vem, mas o que importa, na visão do Planalto, é que o sucesso das privatizações “mude o humor” do mercado. Para isso, é crucial uma trégua no pessimismo até setembro.

(com Estadão Conteúdo)

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