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Dilma pretende reduzir atuação do BNDES

Para evitar rebaixamento da nota de crédito do Brasil, banco deve contar com menos recursos para empréstimos e taxas de juros maiores

A presidente Dilma Rousseff (PT) estuda promover uma guinada na condução da política de financiamento por parte do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em seu próximo mandato. Conforme assessores próximos, o novo presidente do banco de investimento, cujo nome ainda não foi anunciado, assumirá com menos dinheiro para emprestar e com taxas de juros mais altas para as empresas. Em nome da saúde das contas públicas e da corrida para evitar o iminente rebaixamento na nota de crédito do Brasil, a presidente já decidiu que terá que poupar o caixa do Tesouro Nacional e limitar os subsídios a investidores.

Além de contar com menos recursos, no ano que vem é dado como certo no governo que haverá o aumento da TJLP, a Taxa de Juros de Longo Prazo, usada como referência pelo BNDES em seus financiamentos. Os juros pagos pelas empresas que tomam dinheiro emprestado da instituição pública custam bem menos que os bancos privados – diferença que é bancada pelos cofres públicos. Atualmente, a TJLP está em 5% ao ano e o governo paga a diferença entre este índice e a taxa Selic, definida pelo Banco Central e que está em 11,25% ao ano.

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Desde a queda do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em 2008, a equipe econômica brasileira vem usando o BNDES para tentar impulsionar a taxa de investimentos da economia e, consequentemente, impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB). As injeções bilionárias do Tesouro nos últimos anos, no entanto, não surtiram o efeito desejado. Um dos sintomas disso é o atual quadro de recessão técnica da atividade econômica.

No governo Dilma, em 2013 o BNDES desembolsou 190,4 bilhões de reais, um recorde histórico, numa tentativa de conter a desaceleração da economia nacional e minimizar os impactos da crise mundial. Este ano já pode ser notada uma leve queda no volume de empréstimos da instituição pública, mas pelo motivo que o mercado considera “errado”: o medo do empresário em investir. Diante das críticas sobre a falta de resultados e o estímulo a empresários emprestarem dinheiro barato custeado pelo contribuinte, o ministro da fazenda, Guido Mantega, prometeu reduzir os repasses do tesouro nacional ao BNDES já neste ano.

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Comando – Após sete anos à frente do BNDES, o presidente Luciano Coutinho deve ser substituído até o ano que vem. Provavelmente, o novo comandante do banco será quem perder a disputa pela presidência do Banco do Brasil (BB), hoje travada entre Paulo Rogério Caffarelli, atual secretário executivo do Ministério da Fazenda, e Alexandre Abreu, um dos vice-presidentes do BB.

(Com Estadão Conteúdo)