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Dilma: juro precisa ser compatível com mercado externo

BRASÍLIA, 3 Mai (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff reiterou nesta quinta-feira que o Brasil precisa reduzir as taxas de juros a níveis compatíveis com os praticados no mercado internacional, continuando a pressão pública do governo para que bancos privados reduzam as taxas cobradas aos consumidores.

O discurso da presidente acontece no mesmo dia em que o governo deve anunciar uma proposta de mudança nas regras da caderneta de poupança. Mantidas as regras atuais, a poupança se tornaria mais atrativa que outras aplicações de renda fixa caso o Banco Central reduza ainda mais o juro básico, hoje em 9 por cento.

“Queremos um país com taxas de juros compatíveis com aquelas praticadas no mercado internacional”, disse a presidente em discurso na cerimônia de posse do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ).

Dilma repetiu também que o Brasil possui três “amarras” que precisam ser solucionadas –juros, câmbio e impostos–, mas disse que estes “grandes problemas” não podem ser resolvidos “do dia para a noite”.

A ofensiva do governo para que bancos privados reduzam os juros aos consumidores e o “spread” –a diferença entre as taxas de captação de recursos e às ofertadas aos clientes– ganhou novo impulso esta semana, quando Dilma usou seu pronunciamento pelas comemorações do 1o de Maio em rádio e TV para cobrar das instituições corte de suas taxas.

Mudanças no rendimento das cadernetas devem ser anunciados ainda nesta quinta-feira, após reunião de Dilma com o Conselho Político –formado por ministros, líderes do governo e de partidos aliados– e de encontros com sindicalistas e empresários.

Questionada se mudanças na política seriam anunciadas nesta quinta, Dilma disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falaria com jornalistas à tarde.

(Reportagem de Hugo Bachega e Ana Flor)