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Dilma e Putin firmam acordos bilaterais nas áreas de tecnologia e indústria

Presidente russo, que está no Brasil para encontro dos Brics, também quer troca de experiências sobre organização de grandes eventos esportivos

Por Gabriel Castro, de Brasília - 14 jul 2014, 14h41

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Palácio do Planalto. Os dois se reuniram a portas fechadas e fecharam acordos bilaterais nas áreas de tecnologia e indústria, mas também em comércio, cultura e educação.

Os acordos incluem uma parceria para a fabricação de equipamentos antiaéreos, a instalação de uma farmacêutica russa no Brasil e pactos para o fornecimento de peças utilizadas na construção de usinas hidrelétricas e no setor automobilístico.

Depois do encontro, realizado a portas fechadas, os dois presidentes deram breves declarações à imprensa. “Nossos países estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar, em pleno século 21, com dependências de qualquer tipo”, afirmou Dilma. Ela também afirmou que a parceria com a Rússia precisa ser duradoura: “Buscamos com a Rússia uma relação de longo prazo e benefícios mútuos”, afirmou.

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Putin enfatizou a necessidade de retomada do crescimento no comércio bilateral entre Brasil e Rússia. E lembrou que os dois países podem trocar informações sobre a organização de grandes eventos esportivos. “Seremos anfitriões da Copa do Mundo, em 2018, e o Brasil vai ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. “Nós realizamos as Olimpíadas de Inverno e vamos cooperar na troca de experiências”, afirmou o líder russo. Os presidentes não responderam a perguntas dos jornalistas.

Putin está no Brasil para participar da VI Cúpula dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). O encontro começa nesta segunda-feira em Fortaleza e vai até quarta-feira, quando os líderes vão a Brasília para se encontrar com presidentes sul-americanos.

Os países também firmaram acordos na área da energia nuclear para fins pacíficos e referendarem a adesão da Rússia ao Ciência Sem Fronteiras. O Brasil ainda vai ceder seu território para a instalação da bases do sistema russo de navegação por satélite.

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