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Dilma diz que termelétricas terão maior participação na geração de energia

Matriz energética já responde por quase 15% da eletricidade do país; em evento no Rio de Janeiro, presidente também falou sobre o controle da inflação

Por Da Redação 23 abr 2013, 20h57

As usinas termelétricas devem ter participação mais efetiva na geração de energia no país pela impossibilidade da construção de hidrelétricas, disse nesta terça-feira a presidente Dilma Rousseff. “O meio ambiente diz que não se pode mais fazer grandes reservatórios, por causa da área de alagamento”, disse Dilma a jornalistas após inaugurar uma exposição do cantor Carlinhos Brown no Palácio do Planalto. Para a presidente, a participação das termelétricas só seguirá a mesma apenas se conseguirmos “fazer mais hidrelétricas”. “Não tem milagre, o regime do Brasil vai ser sempre um regime que vai olhar as duas coisas”, afirmou a presidente.

Dilma voltou a dizer que há muitos pessimistas torcendo contra o país e exemplificou com as notícias sobre ameaça de racionamento de energia. “Tem muita gente que torce para o Brasil dar errado”, disse. “Quando vocês falam que é pessimismo, eu dou um exemplo que é esse (da ameaça de racionamento de energia)”, segundo ela.

As termelétricas são mais poluentes que qualquer outra matriz energética. Movidas pela queima de combustíveis fósseis, como o gás natural, o carvão mineral e o óleo, essas usinas respondem hoje por quase 15% da eletricidade no país. O uso das termelétricas faz parte de um modelo concebido depois da crise energética de 2001, marcada pelos “apagões” e racionamentos de energia, quando ficou evidente a necessidade de aumentar a segurança na oferta de eletricidade.

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Inflação – Dilma voltou a dizer que o país tem o controle sobre a inflação e que tem evitado comentar a política de juros para que suas palavras não sejam distorcidas. “O Brasil não flerta com a inflação, temos histórico de combate à inflação e de controle da inflação. Agora, eu não vou em hipótese dar base para qualquer especulação que se faz, porque tenho responsabilidade presidencial”, disse Dilma ao ser questionada sobre o aumento de juros.

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No final do mês passado, a presidente reclamou do que chamou de “manipulação inadmissível” de suas palavras, quando disse não concordar com políticas de combate à inflação que visem um crescimento menor, no que foi interpretado pelos mercados como uma rejeição a uma elevação dos juros.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros em 0,25% para 7,5%. Apesar da alta, ela foi menor do que apostava o mercado futuro de juros.

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(com agência Reuters)

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