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Dilma diz que concessões são decisivas para desatar nós

Objetivo do Planalto é que o país tenha uma infraestrutura logística eficiente

A presidente Dilma Rousseff disse que os 133 bilhões de reais em investimentos previstos no ‘Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias’, anunciado nesta quarta-feira, são decisivos para desatar vários nós. “Acreditamos que, com os 42 bilhões de reais que vamos aplicar duplicando 7,5 mil quilômetros de rodovias e também com os nossos investimentos de 91 bilhões de reais nas ferrovias, vamos recuperar nossa capacidade. Estamos resgatando um modal que por vários motivos esteve paralisado, que é o ferroviário”, afirmou.

Dilma disse ainda que, com a criação do operador ferroviário independente, o país almeja uma logística competitiva, que não tenha donos. “Que haja neutralidade entre quem oferece capacidade e quem transporta a carga. É a Valec comprando capacidade, portanto, reduzindo o risco do negócio”, explicou.

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Dilma avaliou que o Brasil oferece hoje oportunidades “extraordinárias” de investimento. “Digo aos investidores que o Brasil tem ótimas oportunidades, com ambiente de estabilidade. As parcerias que estamos propondo hoje são muito atraentes em termos de rentabilidade e risco”, garantiu.

Ela afirmou que o governo não está se desfazendo de patrimônio público para reduzir dívida ou fazer caixa. “É para beneficiar a população e saldar uma dívida de décadas de atraso em investimentos de logística.” “Nosso propósito com esse programa e com os que anunciaremos na sequência, para aeroportos e portos, é nos unirmos aos concessionários e reforçar o planejamento do Estado”, completou.

Nova etapa – Para Dilma, o país inicia com o anúncio do PAC das Concessões uma etapa da qual sairá mais rico, forte, moderno e competitivo e que dará à economia o tamanho que ela merece. “Teremos finalmente uma infraestrutura compatível com o tamanho do país”, afirmou.

Ela destacou que a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) – por meio de Medida Provisória (MP) que transformará a Empresa de Trem de Alta Velocidade (Etav) em EPL – será fundamental nessa nova etapa. “Com ela, vamos recuperar a capacidade de planejamento integrado na logística, de projetar a médio e longo prazos um sistema de transportes eficiente e compatível com o desenvolvimento sustentável”, afirmou. “Começamos com rodovias e ferrovias, mas obviamente vamos cuidar de aeroportos, portos e hidrovias”, declarou.

Dilma disse que o país precisa que seus modais atuem em conjunto, olhando os interesses do setor privado e de toda a população, e integrando as cadeias produtivas considerando as melhores opções de cada região. “Essa é uma tarefa de Estado que vamos fortalecer em benefícios de nossa economia. Investimento é a palavra-chave para melhorar e expandir nossa infraestrutura logística.”

(com Agência Estado)