Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Dilemas em rede: o ano de contrastes para os gigantes da tecnologia

Sucesso de vendas conviveu com escrutínio público de rigor inédito sobre a conduta das big techs

Por Carlos Valim Atualizado em 24 dez 2020, 08h53 - Publicado em 24 dez 2020, 06h00

“Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos.” As celebradas linhas que abrem o romance Um Conto de Duas Cidades (1859), do britânico Charles Dickens, também poderiam servir para iniciar o relatório anual de 2020 dos gigantes de tecnologia, as chamadas big techs. O termo, que compreende Amazon, Apple, Facebook e Google, foi destaque quando se falou da recuperação de bolsas de valores pelo mundo e das mudanças de hábitos na pandemia. O ano será lembrado pela explosão do entretenimento virtual, das compras on-line, das videoconferências, do trabalho remoto e do ensino a distância — todos fontes de lucro para os colossos digitais. Enquanto companhias aéreas, bancos e petrolíferas amargaram imensas perdas, as ações das big techs dispararam. O índice da Bolsa Nasdaq, que reúne as empresas de tecnologia, cravou recordes históricos em junho, e começou dezembro com um crescimento de 38% no acumulado do ano. Todos os quatro gigantes superaram o valor de mercado de 1 trilhão de dólares. Maior entre os maiores, a Apple atingiu, em dezembro, impressionantes 2,1 trilhões de dólares.

Tamanho sucesso conviveu com escrutínio público de rigor inédito sobre os gigantes da tecnologia. As preocupações se concentram na forma como eles ameaçam a concorrência, usam os dados pessoais que coletam e dão vazão a notícias falsas e discursos de ódio. A Europa já se movimenta há anos para coibir o que vê como abusos. Nestes meses de reuniões pelo Zoom, Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e colegas apareceram em monitores no Congresso americano sendo interpelados sobre seus negócios. O cerco apertou com uma ação antitruste movida pelo Departamento de Justiça contra o Google, por privilegiar seu sistema de buscas e boicotar rivais. Em dezembro, uma coalizão de 48 estados americanos, junto com a Comissão Federal de Comércio, protocolou uma ação antitruste contra o Facebook que inclui a sugestão de que a empresa se desfaça do WhatsApp e do Instagram. O processo deve se arrastar por muito tempo, mas expõe uma certeza: as big techs estão carentes de likes.

Publicado em VEJA de 30 de dezembro de 2020, edição nº 2719


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês