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‘Dia normal’, diz Temer sobre impacto de julgamento nos mercados

Em seu discurso diante de empresário no Fórum Econômico de Davos, presidente afirmou que está "transformando" o Brasil

“Dia normal”. Foi assim que o presidente Michel Temer qualificou a situação do Brasil no dia do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira. Depois de sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, Temer indicou que não espera que os mercados tenham um dia de turbulência por conta de uma eventual condenação.

A participação de Temer no evento com líderes na Suíça, porém, coincide com o julgamento do ex-presidente, em Porto Alegre. Ainda que empresários e organizadores tenham declarado que estarão com um olho em Davos e outro no tribunal brasileiro, Temer insiste que não há risco de “mal-estar”. “Não acredito que isso ocorra. Não vai causar mal-estar nenhum. É natural”, disse, ao entrar no hotel em que está hospedado em Zurique.

“Isso significa que as instituições brasileiras estão funcionando e funcionando com toda a tranquilidade, o que naturalmente dá muita segurança para quem quer investir no país” defendeu Temer.

Em seu discurso diante de empresário no Fórum Econômico de Davos, o presidente afirmou que está “transformando” o Brasil e não deixou de atacar governos passados, lembrando aos executivos presentes que “herdou” uma crise.

“Sei que muitos podem estar se perguntando se continuaremos nesse caminho; se nossa jornada não estaria ameaçada pelas eleições que se avizinham no Brasil. Permitam-me dizer-lhes, sem rodeios e com convicção: completaremos nossa jornada”, garantiu.

Bolsa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, iniciou o pregão desta quarta-feira com alta de 0,27%. Até às 10h30, o índice registrava alta de 1,14%, com 81.601 pontos.

No dia anterior, véspera do julgamento do ex-presidente Lula, o Ibovespa encerrou pregão em baixa de 1,22%, com 80.678 pontos.

Já o dólar registrou queda em relação ao real na manhã desta quarta-feira – por volta das 10h20, a moeda operava em baixa de 0,84%, cotada a R$ 3,21 na venda.