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Devemos manter juros restritivos por mais tempo, diz presidente do Banco Central

Gabriel Galípolo diz que autarquia monitora a disparada do petróleo e a economia que segue resiliente

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2026, 13h23 | Atualizado em 27 jul 2026, 09h47
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a necessidade da manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, em um patamar contracionista devido ao cenário de economia resiliente e aos choques de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio. As falas foram proferidas durante o evento Expert XP, realizado pela corretora XP nesta sexta-feira, 24.

Na visão do presidente do Banco Central, é extremamente complexo no momento atual separar se a inflação, que segue acima do teto da meta, está nesse patamar devido à economia resiliente ou se isso acontece por causa da dispara do petróleo no mercado internacional, que desancora as expectativas de inflação global.

“Ainda que juros já estejam restritivos, isso é um fato que nos faz manter juros ainda em patamar restritivo”, explica o presidente do BC. Segundo Galípolo, o BC não vai reagir a um dado específico e deve continuar monitorando dados da atividade econômica e da inflação.

Segundo Galípolo, o cenário atual demanda juros em patamar restritivo, por isso, o Brasil precisa de uma dose do remédio mais elevada do que os próprios pares. Segundo o mais recente boletim Focus, analistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica de juros da economia deve receber um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

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Com isso, a Selic tende a caminhar de 14,25% para 14% ao ano. A maioria dos analistas precifica que a taxa de juros deve encerrar 2026 nesse patamar. A fala reforça essa tese de aperto monetário, sendo um dos fatores que pressiona o Ibovespa nesta sexta-feira. O principal índice de ações da B3 recua 1,04%, aos 174.886,67 mil pontos, em meio as falas de Galípolo e o novo tarifaço de 12,5% dos Estados Unidos contra o Brasil.

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