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Despesas maiores marcam balanço do Bradesco no 3o trimestre

Por Da Redação 26 out 2011, 10h41

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – O Bradesco seguiu o script de analistas e mostrou crescimento do crédito e controle da qualidade da carteira no terceiro trimestre, mas teve a última linha afetada por despesas maiores com provisões para perdas e com expansão após a perda do Banco Postal.

O segundo maior banco privado do país informou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 2,815 bilhões de reais entre julho e setembro, valor 11,4 por cento superior ao do mesmo período de 2010.

A previsão média das estimativas de analistas obtidas pela Reuters era de lucro trimestral de 2,871 bilhões de reais.

Em bases recorrentes, o lucro de 2,864 bilhões de reais, 13,7 por cento maior sobre um ano antes, ficou quase no centro da média das projeções de nove analistas.

O número refletiu maiores ganhos com margens na concessão de crédito.

No final de setembro, a carteira expandida de financiamentos do banco era de 332,34 bilhões de reais, um avanço de 22 por cento em 12 meses. O destaque foram os empréstimos para empresas, que cresceram 26,5 por cento.

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Mesmo mantendo o ritmo de concessão de crédito acima do intervalo de 15 a 19 por cento previsto para o acumulado de 2011, o banco conseguiu manter sob controle a inadimplência, que subiu apenas 0,1 ponto percentual sobre junho, para 3,8 por cento, no mesmo nível do terceiro trimestre de 2010.

No entanto, as despesas com provisões para perdas no período somaram 2,78 bilhões de reais, um avanço de 14 por cento sobre o trimestre anterior e um salto de 35 por cento sobre um ano antes.

O banco fez uma reserva excedente de 1 bilhão de reais, para “suportar uma eventual deterioração no cenário econômico global e seus possíveis reflexos na economia brasileira”, disse o Bradesco em relatório.

Além disso, as despesas administrativas cresceram 18,6 por cento na comparação anual, impactadas entre outros fatores por custos maiores com a expansão da rede. Analistas já previam este movimento, depois que o Bradesco perdeu a franquia do Banco Postal para o Banco do Brasil.

O setor de seguros teve lucro trimestral de 780 milhões de reais, 27 por cento do total do conglomerado, a menor fatia em pelo menos oito trimestres.

O Bradesco teve rentabilidade sobre patrimônio de 22,4 por cento entre julho e setembro, 0,1 ponto percentual menor em 12 meses. O grupo fechou o trimestre com ativos totais de 722,29 bilhões de reais, um avanço anual de 18 por cento.

As ações do Bradesco subiam 0,53 por cento nos primeiros minutos do pregão da Bovespa nesta sessão. O Ibovespa subia pouco mais de 1 por cento.

(Reportagem de adicional de Diogo Ferreira Gomes, no Rio de Janeiro)

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