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Despesa cresce 19,5% e economia do governo cai pela metade em janeiro

Segundo dados do Tesouro divulgados nesta sexta-feira, superávit primário do governo central foi de R$ 12,954 bi

Por Da Redação 28 fev 2014, 12h34

As despesas do governo central – formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – subiram 19,5% em janeiro frente a igual mês de 2013, atingindo 90,11 bilhões de reais. Enquanto isso, as receitas líquidas somaram 103,07 bilhões de reais, crescimento bem mais modesto no período, de 1,4%. Com isso, o governo central registrou superávit primário de 12,95 bilhões de reais em janeiro, metade do visto um ano antes e equivalente a 3,12% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira.

Em relação a dezembro, quando o resultado havia sido positivo em 14,45 bilhões de reais, houve queda de 10,4%. O resultado é o sexto maior da série para o mês e somou 56,456 bilhões de reais no trimestre de novembro de 2013 a janeiro de 2014. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse na entrevista de janeiro que este seria o melhor trimestre da história.

Meta – O balanço das despesas e receitas mostra um quadro precário das contas públicas neste início de ano. Indica que também não será fácil cumprir a meta de superávit primário de 2014, ajustada pelo governo numa tentativa de recuperar a confiança dos agentes econômicos.

A nova meta do setor público consolidado foi fixada em 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9% do PIB. Ao mesmo tempo, o governo anunciou também contingenciamento de 44 bilhões de reais neste ano. O ajuste para a meta considerada mais factível havia sido bem recebido pelos especialistas, mas agora o mercado quer ver os resultados concretos.

Em janeiro, somente o Tesouro registrou um superávit de 17,46 bilhões de reais, enquanto o BC teve um resultado positivo de 87,5 milhões de reais. A má notícia veio da Previdência, que apurou um déficit de 4,59 bilhões de reais no mês.

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Em espera – Os números divulgados nesta manhã indicam que o resultado do setor público consolidado, que além do governo central inclui Estados, municípios e estatais, e será conhecido nesta tarde, poderá vir menor do que o esperado. As expectativas apontam para superávit de 21,2 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

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(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

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