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Desonerações foram favoráveis ao IPCA, avalia Fazenda

O ministro interino Nelson Barbosa afirma que a política tributária foi equilibrada no ano passado e não mexeu na inflação de 5,84%

Por Da Redação - 11 jan 2013, 13h07

O impacto das desonerações tributárias feitas pelo governo no ano passado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) foi “neutro ou benéfico. A avaliação é do ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, que citou como exemplo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e bens de consumo duráveis e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis. “Isso contribuiu para uma evolução mais favorável da inflação”, afirmou Barbosa nesta sexta-feira a jornalistas. O IPCA é o indicador oficial utilizado pelo governo.

Segundo ele, como o governo elevou os impostos sobre cigarros e bebidas, o balanço geral é que a política tributária teve um impacto neutro ou favorável para a inflação. Na quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA subiu 5,84% em 2012, acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, mas dentro do intervalo de 2 pontos porcentuais para cima, previsto na estratégia de meta inflacionária.

O ministro interino disse que a inflação acelerou no fim do ano passado devido aos preços dos alimentos, afetados pela quebra da safra agrícola no Hemisfério Norte, que puxou os preços dos grãos e derivados e da carne. Barbosa ressaltou, porém, que a inflação deve continuar a cair ao longo deste ano. “Acho que a inflação vai ficar mais um ano dentro do intervalo estabelecido pelo governo. A expectativa para 2013 é de que continue caindo e se aproxime mais do centro da meta.”

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Barbosa afirmou que a redução do custo da energia dará uma contribuição para a inflação e o impacto será sentido nas contas do consumidor de março em diante. Ele lembrou ainda que a queda no valor da energia terá impacto indireto e a redução pode ser repassada pelas empresas nos preços.

Tesouro perde – O ministro interino não confirmou a perda de cerca de R$ 4 bilhões que o Tesouro teria tido com as ações da Petrobras. “Eu não confirmo esta perda. Qualitativamente as ações da Petrobras tiveram uma perda neste período. Como acionista, pode ter tido perda, mas o valor exato eu não sei.” Barbosa participou nesta manhã de reunião do Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais (Funpresp).

(Com Estadão Conteúdo)

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