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Desigualdade entre pobres e ricos é a maior em 30 anos, diz OCDE

Renda da população mais rica superou em 9,5 vezes a da população mais pobre. Nos anos 80, a diferença era de 7 vezes

Por Da Redação 9 dez 2014, 10h09

A desigualdade entre ricos e pobres nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alcançou seu maior nível em trinta anos, informou a entidade em relatório publicado nesta terça-feira. A OCDE conta com 34 países, entre desenvolvidos, como Estados Unidos, Austrália, Japão e membros da União Europeia, e emergentes, como México, Chile e Turquia. Brasil, China e Índia, por exemplo, não estão incluídos.

Conforme o estudo, a renda de 10% da população mais rica nos países da OCDE é 9,5 vezes maior que a renda de 10% da população mais pobre. Nos anos 1980, a diferença era de sete vezes.

O relatório também mostra que a renda média das famílias mais ricas aumentou nos últimos trinta anos. A renda das famílias de baixa renda também subiu em vários países, embora mais lentamente em períodos de crescimento, antes de retroceder durante a crise econômica.

O maior aumento das desigualdades foi observado nos Estados Unidos, Finlândia, Israel, Nova Zelândia, Suécia e, em menor medida, na Alemanha. Outros países, como Grécia e Turquia, reduziram a diferença entre ricos e pobres.

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A OCDE acrescentou que a ampliação das desigualdades afeta o crescimento econômico. Neste contexto, a organização diz que esta interferência separa 40% das famílias com rendimentos mais baixos do resto da população. O investimento insuficiente das famílias mais pobres em educação reforça a diferença. “Os resultados escolares das pessoas, cujos pais têm baixo nível de instrução, pioram à medida que as desigualdades das receitas ficam maiores”, disse a OCDE.

A entidade destacou ainda que os governos devem orientar políticas de ajuda para 40% das famílias mais desfavorecidas. Além dos programas de erradicação da pobreza, o aumento do acesso aos serviços públicos (educação, formação e atendimento de qualidade), “deve traduzir-se em uma maior igualdade de oportunidades a longo prazo”.

(Com agência France-Presse)

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