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Desequilíbrio entre países são ameaça global, avalia FMI

Por Da Redação 1 fev 2011, 09h25

Embora a economia mundial tenha começado a se recuperar da crise financeira que sacudiu o planeta em 2008, o agravamento dos desequilíbrios entre países alimenta tensões que podem provocar o descarrilamento da frágil recuperação econômica global. O alerta foi feito nesta terça-feira pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, em uma conferência em Cingapura. O padrão pré-crise de desequilíbrios globais está ressurgindo”, avaliou.

Para o diretor do FMI, a recuperação econômica ainda não foi suficiente para sanar problemas como os altos índices de desemprego e a subida dos preços – o que pode resultar no aumento do protecionismo e de problemas sociais.

“A recuperação está em marcha, mas não é a recuperação que queríamos”, destacou Strauss-Kahn. “É uma recuperação afetada pelas tensões e pressões, que pode, inclusive, deixar as sementes da próxima crise”, completou.

Segundo o diretor do FMI, o crescimento nas economias com amplos déficits externos, como os Estados Unidos, ainda é guiado pela demanda doméstica. Já o crescimento dos países com amplos superávits externos, como China e Alemanha, está sendo guiado pelas exportações. “O crescimento continua sendo inferior a seu potencial nos países desenvolvidos, enquanto os países emergentes e em desenvolvimento crescem muito mais rápido. Alguns inclusive podem sofrer um superaquecimento”.

Strauss-Kahn ainda salientou que muitos dos desequilíbrios mundiais se impõem como uma barreira contra a recuperação econômica dos países. Como exemplo, o diretor citou o desemprego, que, em sua visão, teve papel fundamental na motivação das tensões políticas na Tunísia. “À medida que aumentarem as tensões entre os países, poderemos enxergar um aumento do protecionismo comercial e financeiro”, concluiu.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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