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Desemprego sobe para 8,9% no terceiro trimestre e atinge 9 milhões de pessoas

Patamar da Pnad Contínua, divulgado pelo IBGE nesta terça, é o mais alto da série histórica do indicador, iniciada em 2012

Por Da Redação 24 nov 2015, 08h58

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 8,9% no terceiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual, que corresponde a 9 milhões de pessoas sem trabalho, é o maior da taxa de desemprego na série histórica do indicador, iniciada em 2012.

No segundo trimestre, a taxa foi de 8,3% e, no terceiro trimestre de 2014, de 6,8%. O patamar de 8,9% apurado no terceiro trimestre de 2015 ficou dentro da expectativa dos economistas ouvidos na pesquisa realizada pela agência Reuters.

A renda média real do trabalhador ficou em 1.889 reais no período, o que representa queda de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior e ficou estável em comparação com o terceiro trimestre de 2014. A massa de renda real habitual paga aos ocupados, por sua vez, somou 168,6 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o recuo foi de 0,1%.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas e será encerrada em fevereiro de 2016, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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(Da redação)

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