Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Desemprego sobe para 6,8% no trimestre até janeiro, segundo a Pnad Contínua

Mais abrangente, indicador deve substituir a Pesquisa Mensal de Emprego, que apontou em janeiro 5,3% de desocupação no país

O indicador de desocupação medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua subiu de 6,6% no trimestre encerrado em outubro de 2014 para 6,8% entre novembro do ano passado e janeiro deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego também está maior este ano do que no mesmo período do ano passado, quando registrou no fim de janeiro de 2014 uma taxa de 6,4%.

A Pnad Contínua utiliza uma metodologia de cálculo e abrangência diferente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), cuja taxa de desocupação bateu 5,3% em janeiro. A ideia é que a Pnad substitua a PME por melhor interpretar o ambiente econômico. A PME leva em consideração dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país.

Apesar de, a partir de agora, ser divulgada mensalmente, o cálculo da Pnad é trimestral, ou seja, a pesquisa utiliza informações dos últimos três meses consecutivos. “Dessa forma, a divulgação dos indicadores de janeiro de 2015 são calculadas a partir das informações coletadas em novembro/2014, dezembro/2014 e janeiro/2015; os de fevereiro a partir dos dados de dezembro/2014, janeiro/2015 e fevereiro/2015; em março serão consideradas as informações de janeiro/2015, fevereiro/2015 e março/2015, coincidindo, neste caso, com o trimestre convencional da Pnad Contínua trimestral; e assim sucessivamente”, explicou o instituto.

Leia mais:

Brasil perdeu 81.774 vagas de empregos formais em janeiro, pior resultado desde 2009

Taxa de desemprego sobe a 5,3% em janeiro, maior em 16 meses

Pela primeira vez também a Pnad Contínua divulgou as estimativas de rendimento de trabalho. O salário médio é de 1.795,53 reais, diferente do mostrado pela PME de janeiro (2.168,80 reais).

Desocupação – A Pnad mostrou ainda que, no trimestre encerrado em janeiro, houve um aumento do número de pessoas sem trabalho, passando de 6,6 para 6,8 milhões. Já a população ocupada foi estimada em 92,7 milhões, pouco acima do visto no trimestre encerrado em outubro (92,6 milhões).

O nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 56,7%, apresentando retração em relação ao trimestre encerrado em outubro (56,9%).